terça-feira, 9 de outubro de 2012

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL VISTA PELA ÓTICA ESPÍRITA


A implantação da escravatura em nosso País, uma das características do Brasil colonial objeto do livro “O amor é para sempre”, de Cristina Sena, coincidiu praticamente com o descobrimento, ou seja, poucos anos depois da chegada de Pedro Álvares Cabral às terras brasileiras iniciava-se aqui o sistema escravagista, analisado desta forma no cap. V do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de autoria de Humberto de Campos, psicografado pelo médium Chico Xavier:
“ – Ismael (disse Jesus ao protetor espiritual do Brasil), asserena teu mundo íntimo no cumprimento dos sagrados deveres que te foram confiados. Bem sabes que os homens têm a sua responsabilidade pessoal nos feitos que realizam em suas existências isoladas e coletivas. Mas, se não podemos tolher-lhes aí a liberdade, também não podemos esquecer que existe o instituto imortal da justiça divina, onde cada qual receberá de conformidade com os seus atos.
“Havia eu determinado que a Terra do Cruzeiro se povoasse de raças humildes do planeta, buscando-se a colaboração dos povos sofredores das regiões africanas; todavia, para que essa cooperação fosse efetivada sem o atrito das armas, aproximei Portugal daquelas raças sofredoras, sem violências de qualquer natureza. A colaboração africana deveria, pois, verificar-se sem abalos perniciosos, no capítulo das minhas amorosas determinações.
“O homem branco da Europa, entretanto, está prejudicado por uma educação espiritual condenável e deficiente. Desejando entregar-se ao prazer fictício dos sentidos, procura eximir-se aos trabalhos pesados da agricultura, alegando o pretexto dos climas considerados perniciosos. Eles terão a liberdade de humilhar os seus irmãos, em face da grande lei do arbítrio independente, embora limitado, instituído por Deus para reger a vida de todas as criaturas, dentro dos sagrados imperativos da responsabilidade individual; mas, os que praticarem o nefando comércio sofrerão, igualmente, o mesmo martírio, nos dias do futuro, quando forem também vendidos e flagelados em identidade de circunstâncias.
“Na sua sede nociva de gozo, os homens brancos ainda não perceberam que a evolução se processa pela prática do bem e que todo o determinismo de Nosso Pai deve assinalar-se pelo ‘amai o próximo como a vós mesmos’.
“Ignoram voluntariamente que o mal gera outros males com um largo cortejo de sofrimentos. Contudo, através dessas linhas tortuosas, impostas pela vontade livre das criaturas humanas, operarei com a minha misericórdia. Colocarei a minha luz sobre essas sombras, amenizando tão dolorosas crueldades. Prossegue com as tuas renúncias em favor do Evangelho e confia na vitória da Providência Divina.”

*Depois de registrar no seu livro a fala acima transcrita, Humberto de Campos (Espírito) descreve as sucessivas provações que se abateram sobre Portugal e sua gente, que desse modo expiavam a dor imposta aos africanos escravizados, e por fim observa:
“Os filhos da África foram humilhados e abatidos, no solo onde floresciam as suas bênçãos renovadoras e santificantes; o Senhor, porém, lhes sustentou o coração oprimido, iluminando o calvário dos seus indizíveis padecimentos com a lâmpada suave do seu inesgotável amor. Através das linhas tortuosas dos homens, realizou Jesus os seus grandes e benditos objetivos, porque os negros das costas africanas foram uma das pedras angulares do monumento evangélico do Coração do Mundo. Sobre os seus ombros flagelados, carrearam-se quase todos os elementos materiais para a organização física do Brasil e, do manancial de humildade de seus corações resignados e tristes, nasceram lições comovedoras, imunizando todos os espíritos contra os excessos do imperialismo e do orgulho injustificáveis das outras nações do planeta, dotando-se a alma brasileira dos mais belos sentimentos de fraternidade, de ternura e de perdão.” 
(Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, cap. V.)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Dor

A dor é a nossa companheira até o momento de nossa integração total com a Divina Lei.
Recebe-nos no mundo, oculta nos berços enfeitados, espreita-nos no colo materno e segue-nos a experiência infantil...
Depois, observa-nos a mocidade, misturando seus raios, quase sempre incompreensíveis, com os nossos cânticos de esperanças e, atravessado o pórtico de nossa comunhão com a madureza espiritual, incorpora-se à nossa luta de cada instante...
Respira conosco, infatigavelmente marcha ao nosso lado, passo a passo, e, ainda que não queiramos, lê, sem palavras para o nosso coração, a cartilha da experiência.
Então, algo renovador se realiza dentro de nós, sem que percebamos, e, um dia, comparece em nossa estrada, conduzindo-nos à morte e à aparente separação; mas, se aceitamos as bênçãos do seu apostolado sublime, converte-se, a estranha companheira dos nossos destinos, em suave benfeitora, preparando-nos para a vitória divina, de vez que só ela é bastante forte e bastante serena para sustentar-nos até o ingresso feliz, no Reino Celestial.
Meimei

O Passe

Luz de uma Nova Era
O passe espírita é simplesmente a imposição
das mãos, usada e ensinada por Jesus como
se vê nos Evangelhos. Origina-se das
práticas de cura do Cristianismo Primitivo.
Sua fonte humana e divina são as mãos de
Jesus. Mas há um passado histórico que não
podemos esquecer. Desde as origens da
vida humana na terra encontramos os ritos
de aplicação dos passes, não raro
acompanhados de rituais, como sopro, a
fricção das mãos, a aplicação de saliva e até
mesmo (resíduo do rito do barro), a mistura
de saliva e terra para aplicação no doente.
No próprio Evangelho vamos a descrição da
cura de um cego por Jesus usando essa
mistura. Mas Jesus agiu sempre, em seus
atos e em suas práticas, de maneira que
essas descrições, feitas entre quarenta e
oitenta anos após a sua morte, podem ser
apenas influência de costumes religiosos da
época. Todo o seu ensino visava afastar os
homens das superstições vigentes no
tempo. Essas incoerências históricas, como
advertiu Kardec, não podem provir dele, mas
dos evangelistas. Caso, contrário, Jesus teria
procedido de maneira incoerente no
tocante aos seus ensinos e seus exemplos, o
que seria absurdo.
O passe espírita não comporta as
encenações e gesticulações em que hoje
envolveram alguns teóricos improvisados,
geralmente ligados a antigas correntes
espiritualistas de origem mágica ou
feiticista. Todo o poder e toda a eficácia do
passe espírita dependem do espírito e não
da matéria, da assistência espiritual do
médium passista e não dele mesmo. Os
passes padronizados e classificados derivam
de teorias e práticas mesméricas,
magnéticas e hipnóticas de um passado já
há muito superado. Os espíritos realmente
elevados não aprovam nem ensinam essas
coisas, mas à prece e a imposição das mãos.
Toda a beleza espiritual do passe espírita,
que provém da fé racional no poder
espiritual, desaparece ante as ginásticas
pretensiosas e ridículas gesticulações.
As encenações preparatórias: mãos
erguidas ao alto e abertas, para suposta
captação de fluidos pelo passista, mãos
abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para
melhor assimilação fluídica, braços e pernas
descruzados para não impedir a livre
passagem dos fluidos, e assim por diante, só
serve para ridicularizar o passe, o passista e
o paciente. A formação das chamadas pilhas
mediúnicas, com o ajuntamento de médiuns
em torno do paciente, as correntes de mãos
dadas ou de dedos se tocando sobre a mesa
– condenadas por Kardec – nada mais são
do que resíduos do mesmerismo do século
passado, inúteis, supersticiosos e
ridicularizantes.
Todas essas tolices decorrem
essencialmente do apego humano às
formas de atividades materiais. Julgamo-nos
capazes de fazer o que não nos cabe fazer.
Queremos dirigir, orientar os fluidos
espirituais como se fossem correntes
elétricas e manipulá-los como se a sua
aplicação dependesse de nós. O passista
espírita consciente, conhecedor da doutrina
e suficientemente humilde para
compreender que ele pouco sabe a respeito
dos fluidos espirituais – e o que pensa saber
é simples pretensão orgulhosa – limita-se à
função mediúnica de intermediário. Se pede
a assistência dos Espíritos, com que direito
se coloca depois no lugar deles? Muitas
vezes os Espíritos recomendam que não se
façam movimentos com as mãos e os braços
para não atrapalhar os passes. Ou
confiamos na ação dos Espíritos ou não
confiamos e neste caso é melhor não os
incomodarmos com os nossos pedidos.
O passe espírita é prece, concentração e
doação. Quem reconhece que não pode dar
de si mesmo, suplica a doação dos Espíritos.
São eles que socorrem aqueles por quem
pedimos, não nós, que em tudo
dependemos da assistência espiritual.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Remédio para as Almas


Antigamente, em época não muito remota, o ser humano vivia relativamente pouco. Não havia a bênção do antibiótico, tínhamos que tratar com parcos recursos as enfermidades.
Era, às vezes, o quinino o que mais nós usávamos, e trazia tantas descobertas que para nós eram tão atuais: o carro, o telefone, o telégrafo, tanta coisa importante.
E, no entanto, pensávamos na Medicina, tão pouco adiantada. Hoje, a medicina aí está, avançando a largos passos.
Cada dia, uma descoberta nova e, no entanto a idade média de grande número das pessoas que partem está na faixa de trinta anos, Por que? Acidentes e acidentes, partidas violentas em “overdose”.
O número daqueles que chegam à idade avançada, para nós do plano espiritual, que observamos o mundo de cima, é muito menor do que aqueles que aportam muito antes, por antecipação, por não cumprimento do traçado cármico de suas vidas.
Lamentavelmente, os jovens estão partindo em larga escala para o plano espiritual. Não chegam a atingir a idade madura, pela insensatez, pelos princípios tão inferiores dolorosamente abraçados, pela falta de objetivos cristãos, pela imaturidade, pela viciação. E nós perguntamos:
“Quando será que aprenderão a servir a si mesmos servindo ao próximo?”
Quando aprenderão a valorizar a saúde, a bênção da vida, a bênção de ter um corpo perfeito?
Por que tantos têm que ser aprisionados em leitos de deformações físicas pelos acidentes cada vez mais constantes? Por que essa velocidade na estrada?
Por que essa velocidade imensa, buscando a morte?” Fala-se à juventude, mostram-se espetáculos dantescos, diante dos olhos dos jovens desfilam cenas e cenas dolorosas, mas nem assim eles se previnem...
E colônias e colônias são abertas para colher esses farrapos espirituais que, na verdade, foram rapazes e moças belos, cheios de juventude, de inteligência.
Para onde vai caminhando o nosso mundo? Lamentavelmente, nós temos que ver, sentir e prever o pior...
Por isso, meus filhos, aquele que é cristão, o quanto puder divulgue a página esclarecedora, divulgue o livro que é um alimento completo, um banquete de luz, divulgue as palavras sensatas, os exemplos dignificantes, pratique a caridade. Não se deixem cansar pela ociosidade dos outros, porque aquele que está trabalhando encontrará sempre alguém para pedir: “DÊ-me a sua enxada. Deixe eu encostá-la ali para você descansar.” Esses são os que mais devem e são os que menos fazem. Meus filhos, privilegiados vocês são e serão sempre, quando escolherem a melhor parte, que é a parte do bem, a parte da luz, a parte da renúncia e do amor. Porque o que mais ouvimos é gritarem pelos quatro rincões da Terra: “Senhor, Senhor!” Tantas seitas, tantas religiões de corações vazios e mãos vazias. Vocês preencham o coração e transbordem as mãos no trabalho caritativo, porque Deus é por todos vocês!

Bezerra de Menezes
Fonte: Universo Espírita

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cinco lembretes Anti-Suicídio


1- A vida não se acaba com a morte. A morte não significa o fim da vida, mas somente uma passagem para outra vida: a espiritual.
2- Os problemas não acabam com a morte. Elas são provas ou expiações que nos possibilitam a evolução espiritual quando os enfrentamos com coragem e serenidade. Quem acredita estar escapando dos problemas pela porta do suicídio está somente adiando a sua solução.
3- O sofrimento não se acaba com a morte. O suicídio só faz aumentar o sofrimento. Os Espíritos de suicidas que puderam se comunicar conosco descrevem as dores terríveis que tiveram de sofrer ao adentrar o Mundo Espiritual, devido ao ao rompimento abrupto dos liames entre o Espírito e o corpo. Para alguns suicidas o desligamento é tão difícil, que eles chegam a sentir seu corpo se decompondo. Além disso, há o remorso por ter transgredido gravemente a lei de Deus, perante a qual suicidar-se equivale a cometer um assassinato.
morte não apaga nossas faltas. A responsabilidade pelas faltas cometidas é inevitável e intransferível. Elas permanecem em nossas consciências até que as recuperemos.
5- A Doutrina Espirita propicia esperança e consolação quando oferece a certeza de continuidade infinita da vida, que é tanto mais feliz quando melhor suportamos as provas do presente.
Livro: Palavras Simples, Verdades Profundas
Rita Foelker

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

SIAMESES E REENCARNAÇÃO


Os chamados xifópagos, conhecidos a nível popular como gêmeos siameses, são aqueles que apresentam seus corpos unidos por um segmento físico. Comumente se observa o uso indevido do termo xipófago, ao invés da designação correta xifópago.
A nomenclatura provém de xifóide, que é o apêndice terminal do osso esterno (com s), situado na frente do tórax, onde se unem as costelas, isto porque muitos dos xifópagos estudados eram unidos por esta parte do corpo. As ligações (físicas) podem se efetuar por diversos órgãos ou segmentos corporais, inclusive inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-natos.
Nas situações onde duas entidades espirituais se ligam à esfera espiritual materna e, posteriormente, ao fluido vital do óvulo ocorrendo a fecundação, o óvulo fecundado (zigoto), sob a influência de duas energias espirituais diferentes, tende a se bipartir. No início da embriogênese, quando o ovo inicia sua multiplicação, há, pela presença de dois espíritos, a separação em duas células, que desenvolverão dois organismos filhos.
No processo normal, quando há duas entidades espirituais ligadas ao ovo (óvulo fecundado), a dita separação determina o surgimento de gêmeos univitelineos (idênticos). No entanto, no caso dos xifópagos, permanecem unidos durante a gestação, originando a ligação física entre os dois corpos.
Ligação esta que pode se efetuar, inclusive, por órgãos vitais, impossibilitando a intervenção cirúrgica, especialmente em determinadas áreas do planeta onde os recursos são ainda rudimentares na área médica.
Do ponto de vista da ciência espírita, temos a informação de que as pessoas se vinculam energeticamente às outras pela sua postura mental. Há casos, onde esta fixação atinge níveis patológicos de ligação e intercâmbio energético-vibratório.
Espíritos que se odeiam mutuamente, por exemplo, mantém um fluxo de energia entre si prendendo-se reciprocamente.
Em muitas circunstâncias, não há possibilidade, a curto ou mesmo a médio prazo, de se dissolver estas ligações para a recuperação psíquica dos envolvidos. À medida que os anos passam, a imantação se acentua, atingindo níveis graves de comprometimento do corpo astral (perispírito) de ambos.
A anestesia temporária, pela terapia da reencarnação, poderá servir de impulso renovador na reconstituição da normalidade.
Considerando sempre que OS PAIS SÃO CO-PARTÍCIPES do processo, os vínculos comuns do pretérito é que os levam a vivenciar esta situação. Não são, portanto, vítimas inocentes de uma lei natural injusta e arbitrária. O reencontro comum pelas afinidades que os atraem, por sintonia energética, nada mais é que o merecimento ou lei natural de causa e efeito a qual se opera automaticamente.
Inimigos que estabelecem vínculos expressivos e desequilibrantes, retornam juntos e unidos. Não conseguem se separar, jungidos pelo laço extra físico que se expressará pela equivalente ligação biológica.
Em outros casos, por exemplo, obsessões de naturezas diversas onde a dupla se realimenta por vias anormais, e mútuas, só a drenagem para a periferia física dessa ligação extrafísica, poderá facilitar o rompimento energético estabelecido. Renascem então, ligados.
A visão espiritual do processo, além de poder contribuir cientificamente em um futuro próximo, para a compreensão da gênese do problema, serve, desde já, também, para alertar com relação às consequências das fixações monoideísticas desequilibradas.
A terapia da prece, no sentido da doação energética, é o recurso ideal e indispensável para suavizar as dores, bem como para apontar soluções. Soluções que em futuro próximo para eles (xifópagos) se descortinará: A reconciliação, levando a união pelo vínculo normal e saudável do amor...
Por: Dr. Ricardo di Bernardi
Médico homeopata geral e pediatra. Presidente da Assoc. Médico-Espírita de Santa Catarina. Articulista espírita, palestrante e autor de diversos livros.
(Maiores detalhes no livro 'Gestação, Sublime Intercâmbio')

Anjos guardiões

Luz de uma Nova Era
11 –  Todos nós temos
um Bom Espírito, ligado a nós desde o
nascimento, que nos tomou sob a sua
proteção. Cumpre junto a nós a missão
de um pai junto ao filho: a de nos
conduzir no caminho do bem e do
progresso, através das provas da vida. Ele
se sente feliz quando correspondemos à
sua solicitude, e sofre quando nos vês
sucumbir. Seu nome pouco importa, pois
que ele pode não ter nenhum nome
conhecido na Terra. Invocamo-lo, então,
como o nosso Anjo Guardião, o nosso
Bom Gênio. Podemos mesmo invocá-lo
com o nome de um Espírito Superior,
pelo qual sintamos uma simpatia
especial.
Além do nosso Anjo guardião, que
é sempre um Espírito Superior, temos os
Espíritos Protetores, que, por serem
menos elevados, não são menos bons e
generosos. São Espíritos de parentes ou
amigos, e algumas vezes de pessoas que
nem sequer conhecemos na atual
existência. Eles nos ajudam com os seus
conselhos, e freqüentemente com a sua
intervenção nos acontecimentos de
nossa vida. Os Espíritos simpáticos são os
que se ligam a nós por alguma
semelhança de gostos e tendências.
Podem ser bons ou maus, segundo a
natureza das inclinações que os atraem
para nós. Os Espíritos sedutores
esforçam-se para nos desviar do
caminho do bem, sugerindo-nos maus
pensamentos. Aproveitam-se de todas as
nossas fraquezas, como de outras tantas
portas abertas, que lhes dão acesso à
nossa alma. Há os que se agarram a nós
como a uma presa, mas afastam-se
quando reconhecem a sua impotência
para lutar contra a nossa vontade.
Deus nos deu um guia principal e
superior em nosso Anjo Guardião, e
como guias secundários os nossos
Espíritos Protetores e Familiares. É um
erro, entretanto, supor que tenhamos
forçosamente um mau gênio junto a nós,
para contrabalançar as boas influências
daqueles. Os maus Espíritos nos
procuram voluntariamente, desde que
achem possível dominar-nos, em razão
da nossa fraqueza ou da nossa
negligência em seguir as aspirações dos
Bons Espíritos,e somos nós, portanto,
que os atraímos. Disso resulta que não
somos nunca privados da assistência dos
Bons Espíritos, e que depende de nós o
afastamento dos maus. Pelas suas
imperfeições, sendo ele mesmo a causa
dos sofrimentos que o atingem, o
homem é quase sempre o seu próprio
mau gênio. (Cap. V, nº 4). A prece aos
Anjos Guardiães e aos Espíritos
Protetores deve ter por fim solicitar a sua
intervenção junto a Deus, pedir-lhes a
força de que necessitamos para resistir
às más sugestões, e a sua assistência
para enfrentarmos as necessidades da
vida.
12 – Prece – Espíritos sábios e
benevolentes, mensageiros de Deus, cuja
missão é assistir aos homens e conduzi-
los pelo bom caminho, amparai-me nas
provas desta vida; dai-me a força de
sofrê-las sem lamentações; desviai de
mim os maus pensamentos, e fazei que
eu não dê acesso a nenhum dos maus
Espíritos que tentariam induzir-me ao
mal. Esclarecei a minha consciência sobre
os meus próprios defeitos, e tirai-me dos
olhos o véu do orgulho, que poderia
impedir-me de percebê-los e de
confessá-los a mim mesmo. Vós,
sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais
mais particularmente por mim, e vós
todos, Espíritos Protetores, que vos
interessais por mim, fazei que eu me
torne digno da vossa benevolência. Vós
conheceis as minhas necessidades; que
elas sejam satisfeitas segundo a vontade
de Deus.
13 – Prece – Meu Deus, permiti
que os Bons Espíritos que me assistem
possam ajudar-me, quando me achar em
dificuldades, e amparar-me nas minhas
vacilações. Senhor, que eles me inspirem
a fé, a esperança e a caridade, que sejam
para mim um apoio, uma esperança e
uma prova da Vossa misericórdia. Fazei,
enfim, que eu neles encontre a força que
me faltar nas provas da vida, e para
resistir às sugestões do mal, a fé que
salva e o amor que consola.