quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Esquecimento do Passado

         Muitas pessoas têm  curiosidade em  saber quem foi nas vidas anteriores. Muitas delas recorrem a profissionais que realizam as TPV(Terapia de Vidas Passadas) .
           " Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil. Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves. Em certos casos, poderia humilhar-nos estranhamente, ou então exaltar o nosso orgulho, e por isso mesmo dificultar o exercício do nosso livre arbítrio. De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais.
            O Espírito renasce freqüentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
            Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas; e nos tira o que poderia prejudicar-nos.
            O homem traz, ao nascer, aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se estiver sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.
            De resto, esse esquecimento só existe durante a vida corpórea. Voltando à vida espiritual, o Espírito reencontra a lembrança do passado. Trata-se, portanto, apenas de uma interrupção momentânea, como a que temos na própria vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no outro dia, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores.
            Da mesma maneira, não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que ele nunca a perde, pois a experiência prova que, encarnado, durante o sono do corpo, ele goza de certa liberdade e tem consciência de seus atos anteriores. Então, ele sabe por que sofre, e que sofre justamente. A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação. A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhe haurir novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los."
            Os momentos difíceis pelos quais passamos nessa nova existência decorrem dos atos infelizes que cometemos na vida anterior.Portanto,conhecer o que fez de nada adiantará,temos que olhar,viver o presente ,procurando plantas boas sementes no caminho para que possamos evoluir .Essa é a proposta de Deus.Que evoluamos para tornarmos seres perfeitos como assim é toda SUA CRIAÇÃO.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nós Momentos Graves....

Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.
Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.

Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
 Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.
A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há Pessoas que fazem muito ruídos por simples questão de gosto.
 Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.
Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.
Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.
 
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu faça?

Cada aprendiz em sua lição. Cada trabalhador na tarefa que lhe foi cometida. Cada vaso em sua utilidade. Cada lutador com a prova necessária. Assim, cada um de nós tem o testemunho individual no caminho da vida.
Por vezes, falhamos aos compromissos assumidos e nos endividamos infinitamente. No serviço reparador, todavia, clamamos pela misericórdia do Senhor, rogando-lhe compaixão e socorro. A pergunta endereçada pelo Mestre ao cego de Jericó é, porém, bastante expressiva.
 Que queres que eu faça? A indagação deixa perceber que a posição melindrosa do interessado se ajustava aos imperativos da Lei. Nada ocorre à revelia dos Divinos Desígnios.
 Bartimeu, o cego, soube responder, solicitando visão. Entretanto, quanta gente roga acesso à presença do Salvador e, quando por ele interpelada, responde em prejuízo próprio?
 Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste, em muitas ocasiões, somos abandonados pelos mais agradáveis laços humanos, de maneira a retornarmos aos vínculos divinos, há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e situações em que a paralisia ensina a preciosidade do movimento.
 É natural peçamos o auxílio do Mestre em nossas dificuldades e dissabores, entrementes, não nos esqueçamos de trabalhar pelo bem, nas mais aflitivas passagens da retificação e da ascensão, convictos de que nos encontramos invariavelmente na mais justa e proveitosa oportunidade de trabalho que merecemos, e que talvez não saibamos, de pronto, escolher outra melhor.
                          Emmanuel-Chico Xavier


Eles estão vivos

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!
Quando possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições.
Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando os derradeiros pensamentos terrestres através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos. Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a fôrça precisa para restauração espiritual que demandam.
Muitos deles, ainda inadaptados a vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...
Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.
Outros muitos, seguem-te ainda. Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida... Os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores ... Os que lenantas-te para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia com o ósculo da amizade e da beneficiência. Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
Auxilia aos entes queridos na espiritualidade a fim de que te possam auxiliar!
Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazioque te impuseram à Alma, abraçando o trabalho que terão deixado de fazer. Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a aus~encia em recantos de sombra ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar sustentando no mundo!
Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!
Chora, porque a dor é forte e, é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!
E deixa que os corações amados, hoje no mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-lo-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo despertar.
Chico Xavier - Emmanuel



domingo, 14 de agosto de 2011

Uma vaga tristeza

Você já percebeu que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos nossos corações e nos leva a considerar amarga a vida? É que nosso Espírito, aspirando a felicidade e a liberdade, se sente esgotado, cativo ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele.
Reconhecendo inúteis tais esforços, caímos no desânimo e, como o corpo sofre essa influência, toma-nos:
O cansaço,
O abatimento,
Uma espécie de apatia.
E nos julgamos infelizes.
A saudade dos amores que já se foram comprime-nos o peito, e a solidão aproveita para se instalar em nossa alma sofrida. Os dias se sucedem e a tristeza teima em nos fazer companhia… No entanto, é preciso que resistamos com energia a essas impressões que nos enfraquecem a vontade.
São inatas no Espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor. O próprio Cristo falou da felicidade que Deus nos reserva, na vida futura, após vencidas as etapas que nos competem na estrada evolutiva.
Devemos, por nossa vez, aguardar pacientemente o anjo da libertação, para nos ajudar a romper os liames que nos mantém cativos ao corpo carnal.
Lembremo-nos de que, durante a nossa estada na Terra, temos de desempenhar uma missão de que não suspeitamos, quer dedicando-nos à família, quer cumprindo outras obrigações que Deus nos confiou.
E se, no decorrer desse período, advierem as inquietações:
As tribulações,
Os dias amargos,
As noites sem estrelas,
Devemos manter-nos fortes e corajosos para os suportar.
Nesses dias difíceis, é importante que cerremos os olhos e voltemos nossos sentimentos ao alto, numa oração sincera, buscando forças. E, ainda que tudo pareça envolto em escura neblina, perceberemos os sons de uma melodia distante, convidando-nos a dar alguns passos a mais… É a voz do suave Pastor que jamais nos deixa sós.
É a cantiga dos imortais, que superaram com bravura as refregas da vida física, dizendo-nos que os momentos amargos duram pouco, e nos conduzirão à companhia dos amigos por quem choramos e que, felizes por ver-nos de novo entre eles, nos estenderão os braços, a fim de guiar-nos a uma região inacessível às aflições da Terra.
Todos os sofrimentos:
Misérias,
Decepções,
Dores físicas,
Perda de seres amados,
Encontram consolação na fé,
Na confiança em Deus e nos demais ensinos do Cristo.
Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta existência, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o peso e nenhuma esperança lhe alivia a amargura.
Foi isso que levou Jesus a dizer:
▬ Vinde a Mim todos vós que estais fatigados, que Eu vos aliviarei.
Com base no cap. V, item 25 e no cap. VI, item 2 do livro
O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.

Pai...Perdoa-me...

pelas vezes que sentei ao seu lado, mas não ouvi o que dizias...
pela visita rápida de fim de tarde, antes do jantar de domingo...
pela pouca paciência, quando querias aconselhar-me nos negócios...
por achar que tuas idéias já estavam ultrapassadas...
por ignorar tua experiência de vida...
pela minha falta de tempo para passar contigo...
pelo teu convite que recusei porque ia sair com meus amigos...
pela minha insensibilidade na hora da tua dor...
pelas vezes em que meus filhos não te trataram com o respeito que merecias...
pelo abraço que não te dei, pelo carinho que não te fiz...
Pai, perdoa-me
por não ter reconhecido em ti o próprio Cristo...
Pai, abençoa-me...

sábado, 13 de agosto de 2011

Tudo Passa

       O ontem já se foi; o hoje, logo mais cessará; o amanhã, também será esquecido. Contudo, o ‘eu’ está aqui, ali, no tempo e no espaço, e deixará de ser um dia, embora, na verdade, nunca houvesse sido.
       O que existe ontem, hoje, amanhã, é o ser essencial, a consciência total. As consciências locais são fruto da ilusão em que o homem está mergulhado.
       ‘Ser’, esta é a única realidade, a coisa perfeita, ‘o que é’.
       Abramos os olhos e ouvidos e percebamos aquilo que nos libertará da ilusão da separatividade. O observador e a coisa observada, o sujeito e o objeto são um só, ligados eternamente, desde sempre e para sempre. Não há seres que ostentem sua área psicológica particular como autônoma e possuidora de livre-arbítrio. Embora suposições existam de que somos livres e independentes, nada disso é realidade e todos somos um só.
       No mais profundo do íntimo, os seres se confundem, suas “partículas” se interpenetram, e formam algo grandioso e indivisível.
       A morte só alcança os corpos físicos, biológicos, pois a essência, a consciência, a mente, é eterna e infinita e, logo, uma só. Para ela, como para Deus, todo tempo é agora e todo lugar é aqui.
       Há uma consciência total no universo e além. Embora a mente una seja quem escolhe, se a mente local não existir, o objeto ou a solução escolhida não terá manifestação e vida na relatividade.
       Relativo e absoluto, também, são apenas um. O colapso da nuvem não-local, atemporal, produz os eventos, fenômenos e coisas, mas, antes dele, tudo se confunde. No entanto, mesmo após a manifestação do escolhido, no microcosmo há confusão. Os limites são falácias; as fronteiras, ilusões, pois o todo é sempre o todo, sempre um.
       O oceano de energia que forma oceanos de água, ar, terra, pedras, vegetais e cerebrados, não possui divisões, não conhece estases, ilimitado, sem fim, onde os últimos vêem e percebem os demais, para que o universo se perceba a si mesmo.
       A ilusão não nos deixa ver que todos somos apenas um, que o todo é algo indivisível e perfeito, eterno e infinito.
       Embora pensemos que escolhemos, que decidimos e fazemos por nossa própria vontade e discernimento, nada disso é real, pois a divindade, dentro de nós e em tudo, é que opera todos os movimentos, o pensar, o querer e o fazer, pois somos apenas suas máscaras.
       Atores, nesse megadrama do existir, continuadamente nos iludimos e, por isso, causamos conflitos e dor a nós mesmos e aos demais.
       Mas é a divindade, o sujeito absoluto, que age; e nossa busca é sua busca, embora nos esforcemos para soluções que não são nossas e que, por isso, nos proporcionam freqüentes frustrações e desditas.
       No entanto, terminada a ilusão, abertos os olhos, todos os fenômenos, eventos, desejos, pensamentos, ilusões, dores e conflitos, passarão, ficarão para trás, esquecidos, sem importância, coisas prosaicas que se revelarão ser.
       Depois, apenas resta um novo e único modo de existir.
       Pois, a realidade, a Verdade é que tudo é Mente, Deus, o Ser Absoluto; nada mais é.