No motel existe proteção contra espíritos zombeteiros? No livro “Sexo e Destino” diz que Espíritos protetores impedem que Espíritos zombeteiros e devassos penetrem o ambiente doméstico durante o ato sexual de um casal. E na atualidade muitos casais recorrem a motéis. No Motel também há esta proteção espiritual?
Divaldo:
No motel não há proteção. Porque o motel é lugar da fuga. Muito casal tem dito que tem buscado as emoções nos Motéis pelos estímulos eróticos. Estes casais estão cansados, perderam o encanto. Então, vão à busca de novos estímulos. Quando um casal de namorados vai ao Motel, não vai por sentimento de nobreza. Vai para descarregar energias ou para se entregar ao prazer sem necessidade (prostituição). Mas, no santuário do lar, se ele tem vida digna, se há um respeito pela família, há Espíritos nobres. Nesses lares, a comunhão sexual é muito privativa. Eu já tive ocasião de psicografar que um Espírito ia reencarnar e os mentores vieram para aquela reencarnação. Primeiro eles estimularam os parceiros e depois saíram para que eles pudessem ter o conúbio e, após o término eles entraram para poder realizar a reencarnação. Eles respeitam a intimidade.
Observação:
No livro Missionários da Luz, André Luiz tinha esta dúvida quando estavam preparando a reencarnação de Segismundo. Disse ele: “...preocupava-me o instante da primeira ligação de Segismundo à matéria. Como agiria Alexandre no momento da união sexual ou o fenômeno obedeceria a diferentes determinações?” Alexandre esclareceu: “Não é necessária a nossa presença ao ato de união celular. Semelhantes momentos do tálamo conjugal são sublimes e invioláveis nos lares em bases retas(...) Todos os encarnados que edificam o ninho conjugal, sobre a retidão, conquistam a presença de testemunhas respeitosas, que lhes garantem a privatividade dos atos mais íntimos, consolidando-lhes as fronteiras vibratórias e defendendo-as contra as forças menos dignas, tomando, por base de seus trabalhos, os pensamentos elevados que encontram no ambiente doméstico dos amigos; não ocorre o mesmo, entretanto, nas moradias, cujos proprietários escolhem baixas testemunhas espirituais, buscando-as em zonas inferiores. A esposa infiel aos princípios nobres da vida em comum e o esposo que põe sua casa em ligação com o meretrício, não devem esperar que seus atos afetivos permaneçam coroados de veneração e santidade. Suas relações mais íntimas são objeto de participação das desvairadas testemunhas que escolheram. Tornam-se vítimas inconscientes de grupos perversos, que lhes partilham as emoções de natureza fisiológica, induzindo-as à mais dolorosa viciação (...)” Pergunta André Luiz: "(...) considerando o perigo de certas atitudes inferiores dos que assumem o compromisso da fundação de um lar, que condição, por exemplo, é a da esposa fiél e devotada, ante um marido desleal e aventureiro, no campo sexual? Ela permanecerá à mercê das criminosas testemunhas que o homem escolheu?" Alexandre respondeu: "Não. O mau não pode perturbar o que é genuinamente bom. Em casos dessa espécie, a esposa garantirá o ambiente doméstico(...)"
No livro "Deixe-me viver", o espírito Luiz Sérgio explica no cap. XXI que: "......o plano inferior vive das vibrações baixas dos encarnados......os motéis, por exemplo, possuem uma aura vermelha que, imantada pela luxúria da perversão, fornece energia aos espíritos que ainda desejam praticar sexo, mesmo já desencarnados. É nesses lugares que eles buscam as forças sexuais lá existentes, para suprir seus desejos desenfreados."
Divaldo Pereira Franco
Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC
sábado, 26 de outubro de 2013
Fé e Força
Não “esperemos” através da “inércia” ou da dor a mudança para melhor, tomemos as rédeas da nossa vida, ponhamos a alma na ponta do coração, afastemos os pensamentos que destroem nossa vida, nossa esperança no futuro, acreditemos mais na nossa intuição, exercitemos tudo que seja necessário para vivermos uma jornada que seja profunda e significativa para nosso Espírito.
Ao longo do tempo, venho vivenciando inúmeras bênçãos em minha vida e uma das maiores é ter a lucidez que nunca é tarde para mudar o rumo que estou trilhando, mas tem algo fundamental que deve ser feito: Atitude (“querer” fazer algo para viver em plenitude – só depende de nós).
A espiritualidade sempre esteve ao nosso lado e sempre estará, mas existem determinadas coisas em nossa jornada de infinitos aprendizados que dependem exclusivamente de cada indivíduo, caso contrário, não haveria necessidade de reencarnar, alguém faria tudo por nós e Deus com certeza não quer isso para seu filho, pois Ele sabe de seus potenciais.
Não esperemos o último dia na Terra para fazer tudo que sentimos, sonhamos e acreditamos. Vivamos nossa vida agora e não tentemos viver a vida dos outros.
É preciso que despertemos para a bênção que é a vida!
É preciso estarmos atentos para quando sentirmos que nossa vida é um sonho realizado e a cada novo dia, quando o Sol aparece, vivermos como se fosse nosso último dia, então, teremos encontrado o sentindo para nossa vida (missão de alma).
Que Deus ilumine todos os que estão lendo estas linhas escritas e que a energia aqui impressa nestas palavras multiplique-se ao infinito ancorada na mais pura luz!
Amor
Determinação
Confiança
Gratidão
Humildade
Paz
Ao longo do tempo, venho vivenciando inúmeras bênçãos em minha vida e uma das maiores é ter a lucidez que nunca é tarde para mudar o rumo que estou trilhando, mas tem algo fundamental que deve ser feito: Atitude (“querer” fazer algo para viver em plenitude – só depende de nós).
A espiritualidade sempre esteve ao nosso lado e sempre estará, mas existem determinadas coisas em nossa jornada de infinitos aprendizados que dependem exclusivamente de cada indivíduo, caso contrário, não haveria necessidade de reencarnar, alguém faria tudo por nós e Deus com certeza não quer isso para seu filho, pois Ele sabe de seus potenciais.
Não esperemos o último dia na Terra para fazer tudo que sentimos, sonhamos e acreditamos. Vivamos nossa vida agora e não tentemos viver a vida dos outros.
É preciso que despertemos para a bênção que é a vida!
É preciso estarmos atentos para quando sentirmos que nossa vida é um sonho realizado e a cada novo dia, quando o Sol aparece, vivermos como se fosse nosso último dia, então, teremos encontrado o sentindo para nossa vida (missão de alma).
Que Deus ilumine todos os que estão lendo estas linhas escritas e que a energia aqui impressa nestas palavras multiplique-se ao infinito ancorada na mais pura luz!
Amor
Determinação
Confiança
Gratidão
Humildade
Paz
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Eutanásia
História contada por Chico Xavier
Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
Chico respondeu:
- Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quando mais tempo agüentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.
- E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.
- O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier
Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!” Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.
São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado). Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir? Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”
Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranquilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares." -
Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
Chico respondeu:
- Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quando mais tempo agüentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.
- E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.
- O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier
Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!” Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.
São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado). Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir? Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”
Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranquilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares." -
Raul Teixeira
Fonte; Luz Da Existencia Kardecista
Sono
DURANTE O SONO, A ALMA REPOUSA COMO O CORPO?
“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros espíritos."
Livro dos Espíritos questão 401.
“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros espíritos."
Livro dos Espíritos questão 401.
Papai Rico
Conheci Cantídio Pereira em pleno fastígio econômico. Duas fazendas na gleba fluminense e grande conjunto residencial em formosa praia do Rio. Gostava de carros e viagens, diversões e aperitivos. Era, em suma, cavalheiro elegante e bem posto, relacionando anedotas finas em cada conversação.Não abraçava o grande amigo, desde muito tempo, quando fui reencontrá-lo, justamente ali, em velha casa consagrada a problemas e assuntos de reencarnação.
Recolhi-o, de encontro ao peito, com a felicidade de quem surpreende um irmão em país diferente, e passamos a falar no mesmo idioma de carinho e recordação.
Ignorando-lhe a mudança, da Terra para a Vida Espiritual, era natural me espantasse, não apenas por revê-lo em pessoa, mas também ao verificar-lhe a aflitiva apresentação.
O antigo “gentleman”, que envergava costumes de puro linho inglês nos repastos do Leme, parecia desempenhar agora o papel de mendigo. Veste rota, desajeitada. Amargura, desencanto, tristeza...
Foi por isso, talvez, que as minhas primeiras indagações veladas respondeu sem rebuços:
– Não se admire, meu caro... Não é a morte que opera tamanha transformação. É a própria vida que continua...
– Mas você...
– Não faça perguntas – falou bem humorado –, explicarei...
E prosseguiu :
– Você provavelmente ainda não sabe que voltei da Terra, há dois anos. Tempo bastante para renovar-me em todas as dimensões, apesar de ter vivido por lá mais de setenta. Imagine que meus quatro filhos eram meus quatro amores. Viúvo desde a mocidade, concentrei neles a própria vida. João e Eduardo, Linda e Eunice resumiam meus sonhos. Casados, continuaram a ser minha doce alegria. Além disso, povoaram-me a velhice com quatro netos, que eram para mim claros jorros de sol. Julguei que a morte não nos distanciasse uns dos outros; entretanto, meu amigo, tão logo cerrei os olhos, a paixão do dinheiro endoideceu minha gente. Tudo começou, ao pé das orações que fizeram de boca, por intenção de minha felicidade, no sétimo dia depois da grande separação. Conduzido por mãos amigas ao templo religioso em que se ajuntavam, observei, assombrado, que filhos e filhas, noras e genros se entreolhavam com inesperada desconfiança. Em seguida às preces, Linda e Eunice começaram a rixar em nossa casa, pela posse de alguns pratos de porcelana chinesa, não pelo valor afetivo que assinalavam, mas pelo preço a serem vendidos na feira de antiguidades. Chamados à cena, Eduardo e João, com as respectivas esposas, desceram a outras minúcias e, ali mesmo, no santuário doméstico, vi lembranças quebradas, vasos atirados pelas janelas, livros queimados e retratos destruídos, com a troca abundante de murros e palavrões. O lar, dantes respeitado, fez-se palco de luta livre. Chorei e implorei concórdia, mas ninguém me sentiu a, presença. Na noite desse mesmo dia, meus genros procuraram meus filhos, com pesadas reclamações. Afirmando-se injuriados, exigiam adiantamento sobre a herança. Surpreendidos por ameaças, na solidão do extenso gabinete que me fora refúgio, meus rapazes assinaram cheques vultosos, tomados de ódio silencioso. No dia imediato, um dos genros comprou carro de luxo, iniciando-se em bebedeiras, enquanto o outro dava curso à recalcada predileção pelas corridas, adquirindo cavalos de grande fama. Linda e Eunice reclamaram em vão. Totalmente alterados pelo dinheiro fácil, ambos desgarraram para o vício. Minhas filhas passaram a conhecer dificuldades que nunca viram. Linda, mais sensível, adoeceu, e, porque mostrasse profundo desequilíbrio nervoso, foi recolhida a uma casa de alienados mentais. Eunice enlouqueceu de outro modo... Acompanhando o marido para fiscalizar-lhe as noitadas alegres, aderiu aos prazeres noturnos, caiando em conflitos sentimentais de que somente se livrará Deus sabe quando... João e Eduardo, a princípio unidos pelo interesse, acabaram desavindos... Disputaram a posse das vacas, praguejando entre si...
Depois, divergiram quanto à escolha das terras, em seguida venderam--me as casas, devastando-me os bens, assumindo a posição de inimigos ferozes... De bolsos recheados, esqueceram as obrigações de família e puseram-se, desorientados, no tropel da aventura... As noras igualmente, acreditando mais no dinheiro que no trabalho, descambaram para mentiras douradas, apodrecendo em preguiça, e os meus pobres netos são hoje meninos infelizes... Os dois menores estão viciados em gotas entorpecentes e os dois maiores em flagelo de lambreta...De expressão desenxabida, Pereira ajuntou:
– Nunca recebi dos meus o favor de uma prece realmente sincera, nem o socorro de um só pensamento de gratidão... No fundo, colhi o que semeei... Acima da riqueza amoedada, deveria colocar o trabalho e a educação, a fraternidade e a beneficência... Agora, é preciso voltar à Terra, começar tudo de novo e olvidar a minha tragédia de papai rico...
Nesse ínterim, o dirigente da instituição chamou por ele e pude ouvir o instrutor dizer-lhe, grave:
– Seu pedido de reencarnação, por enquanto, não tem fundamento... Você tem créditos para repousar e preparar-se, por mais quarenta a cinqüenta anos, junto de nós...
– Entretanto – falou Cantídio –, tenho pressa... Aspiro a novo corpo de carne, a agir e a esquecer...
– Bem – aduziu o diretor –, para o momento, só dispomos de recurso difícil. Só existe uma oportunidade, já, já... O irmão poderá reencarnar na região do Rio de Janeiro, mas... não na beleza e na glória da grande cidade que tanto amamos, mas, sim, entre os filhos de um casal de idiotas, no antigo Morro dos Cabritos...
Cantídio, no entanto, longe de aborrecer-se, pôs as mãos postas em sinal de agradecimento e gritou, feliz: – Obrigado! Obrigado!... Renascer no Morro doa Cabritos, com pouca memória, é muita felicidade!...
E concluiu, transtornado de júbilo: – Bendito seja Deus!
Irmão X, Do Livro: Luz no Lar- Francisco Cândido Xavier
Recolhi-o, de encontro ao peito, com a felicidade de quem surpreende um irmão em país diferente, e passamos a falar no mesmo idioma de carinho e recordação.
Ignorando-lhe a mudança, da Terra para a Vida Espiritual, era natural me espantasse, não apenas por revê-lo em pessoa, mas também ao verificar-lhe a aflitiva apresentação.
O antigo “gentleman”, que envergava costumes de puro linho inglês nos repastos do Leme, parecia desempenhar agora o papel de mendigo. Veste rota, desajeitada. Amargura, desencanto, tristeza...
Foi por isso, talvez, que as minhas primeiras indagações veladas respondeu sem rebuços:
– Não se admire, meu caro... Não é a morte que opera tamanha transformação. É a própria vida que continua...
– Mas você...
– Não faça perguntas – falou bem humorado –, explicarei...
E prosseguiu :
– Você provavelmente ainda não sabe que voltei da Terra, há dois anos. Tempo bastante para renovar-me em todas as dimensões, apesar de ter vivido por lá mais de setenta. Imagine que meus quatro filhos eram meus quatro amores. Viúvo desde a mocidade, concentrei neles a própria vida. João e Eduardo, Linda e Eunice resumiam meus sonhos. Casados, continuaram a ser minha doce alegria. Além disso, povoaram-me a velhice com quatro netos, que eram para mim claros jorros de sol. Julguei que a morte não nos distanciasse uns dos outros; entretanto, meu amigo, tão logo cerrei os olhos, a paixão do dinheiro endoideceu minha gente. Tudo começou, ao pé das orações que fizeram de boca, por intenção de minha felicidade, no sétimo dia depois da grande separação. Conduzido por mãos amigas ao templo religioso em que se ajuntavam, observei, assombrado, que filhos e filhas, noras e genros se entreolhavam com inesperada desconfiança. Em seguida às preces, Linda e Eunice começaram a rixar em nossa casa, pela posse de alguns pratos de porcelana chinesa, não pelo valor afetivo que assinalavam, mas pelo preço a serem vendidos na feira de antiguidades. Chamados à cena, Eduardo e João, com as respectivas esposas, desceram a outras minúcias e, ali mesmo, no santuário doméstico, vi lembranças quebradas, vasos atirados pelas janelas, livros queimados e retratos destruídos, com a troca abundante de murros e palavrões. O lar, dantes respeitado, fez-se palco de luta livre. Chorei e implorei concórdia, mas ninguém me sentiu a, presença. Na noite desse mesmo dia, meus genros procuraram meus filhos, com pesadas reclamações. Afirmando-se injuriados, exigiam adiantamento sobre a herança. Surpreendidos por ameaças, na solidão do extenso gabinete que me fora refúgio, meus rapazes assinaram cheques vultosos, tomados de ódio silencioso. No dia imediato, um dos genros comprou carro de luxo, iniciando-se em bebedeiras, enquanto o outro dava curso à recalcada predileção pelas corridas, adquirindo cavalos de grande fama. Linda e Eunice reclamaram em vão. Totalmente alterados pelo dinheiro fácil, ambos desgarraram para o vício. Minhas filhas passaram a conhecer dificuldades que nunca viram. Linda, mais sensível, adoeceu, e, porque mostrasse profundo desequilíbrio nervoso, foi recolhida a uma casa de alienados mentais. Eunice enlouqueceu de outro modo... Acompanhando o marido para fiscalizar-lhe as noitadas alegres, aderiu aos prazeres noturnos, caiando em conflitos sentimentais de que somente se livrará Deus sabe quando... João e Eduardo, a princípio unidos pelo interesse, acabaram desavindos... Disputaram a posse das vacas, praguejando entre si...
Depois, divergiram quanto à escolha das terras, em seguida venderam--me as casas, devastando-me os bens, assumindo a posição de inimigos ferozes... De bolsos recheados, esqueceram as obrigações de família e puseram-se, desorientados, no tropel da aventura... As noras igualmente, acreditando mais no dinheiro que no trabalho, descambaram para mentiras douradas, apodrecendo em preguiça, e os meus pobres netos são hoje meninos infelizes... Os dois menores estão viciados em gotas entorpecentes e os dois maiores em flagelo de lambreta...De expressão desenxabida, Pereira ajuntou:
– Nunca recebi dos meus o favor de uma prece realmente sincera, nem o socorro de um só pensamento de gratidão... No fundo, colhi o que semeei... Acima da riqueza amoedada, deveria colocar o trabalho e a educação, a fraternidade e a beneficência... Agora, é preciso voltar à Terra, começar tudo de novo e olvidar a minha tragédia de papai rico...
Nesse ínterim, o dirigente da instituição chamou por ele e pude ouvir o instrutor dizer-lhe, grave:
– Seu pedido de reencarnação, por enquanto, não tem fundamento... Você tem créditos para repousar e preparar-se, por mais quarenta a cinqüenta anos, junto de nós...
– Entretanto – falou Cantídio –, tenho pressa... Aspiro a novo corpo de carne, a agir e a esquecer...
– Bem – aduziu o diretor –, para o momento, só dispomos de recurso difícil. Só existe uma oportunidade, já, já... O irmão poderá reencarnar na região do Rio de Janeiro, mas... não na beleza e na glória da grande cidade que tanto amamos, mas, sim, entre os filhos de um casal de idiotas, no antigo Morro dos Cabritos...
Cantídio, no entanto, longe de aborrecer-se, pôs as mãos postas em sinal de agradecimento e gritou, feliz: – Obrigado! Obrigado!... Renascer no Morro doa Cabritos, com pouca memória, é muita felicidade!...
E concluiu, transtornado de júbilo: – Bendito seja Deus!
Irmão X, Do Livro: Luz no Lar- Francisco Cândido Xavier
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Nosso Passado
Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.
Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpretados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.
A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.
Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.
“Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz. Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz. Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.“
Chico Xavier - Emmanuel
Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpretados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.
A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.
Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.
“Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz. Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz. Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.“
Chico Xavier - Emmanuel
Não há morte
Depois que partiram do círculo carnal aqueles a quem amas, tens a impressão de que a vida perdeu a sua finalidade.As horas ficam vazias, enquanto uma angústia que te dilacera e uma surda desesperação que te mina as energias se fazem a constante dos teus momentos de demorada agonia.
Estiveram ao teu lado como bênçãos de Deus, clareando o teu mundo de venturas com o lume da tua presença e não pensaste, não te permitiste acreditar na possibilidade de que eles te pudessem preceder na viagem de retorno.
Cessados os primeiros instantes do impacto que a realidade te impôs, recapitulas as horas de júbilo enquanto o pranto verte incessante, sem conforta-te, como se as lágrimas carregassem ácido que te requeima desde a fonte do sentimento à comporta dos olhos, não diminuindo a ardência da saudade. . .
Antes da situação, o futuro se te desdobra sombrio, ameaçador, e interrogas como será possível prosseguir sem eles.
O teu coração pulsa destroçado e a tua dor moral se transforma em punhalada física, a revolver a lâmina que te macera em largo prazo.
Temes não suportar tão cruel sentimento. Conseguirás porém superá-lo. Muito justas, sim, tuas saudades e sofrimentos.
Não, porém, a ponto de levar-te ao desequilíbrio, à morte da esperança, à revolta. . .
Os seres a quem amas e que morreram, não se consumiram na voragem do aniquilamento. Eles sobreviveram.
A vida seria um engodo, se se destruísse ante o sopro desagregador da morte que passa.
A vida se manifesta, se desenvolve em infinitos matizes e incontáveis expressões. A forma se modifica e se estrutura, se agrega e se decompõe passando de uma para outra expressão vibratória sem que a energia que a vitaliza dependa das circunstâncias transitórias em que se exterioriza.
Não estão portanto, mortos, no sentido de destruídos, os que transitaram ao teu lado e se transferiram de domicílio.
Prosseguem vivendo aqueles a quem amas.
Aguarda um pouco, enquanto, orando, a prece te luarize a alma e os envolvas no rumo por onde seguem.
Não te imponhas mentalmente com altas doses de mágoas, com interrogações pressionantes, arrojando na direção deles os petardos vigorosos da tua incontida aflição.
Esforça-te por encontrar a resignação.
O amor vence, quando verdadeiro, qualquer distância e é ponte entre abismos, encurtando caminhos.
Da mesma forma que anelas por volver a senti-los, a falar-lhes, a ouvir-lhes, eles também o desejam.
Necessitam, porém, evoluir, quanto tu próprio.
Se te prendes a eles demoradamente ou os encarcera no egoísmo, desejando continuar uma etapa que hora se encerrou, não os fruirás, porque estarão na retaguarda.
Libertando-os, eles prosseguirão contigo, preparar-te-ão o reencontro, aguarda-te-ão...
Faze-te, a teu turno, digno deles, da sua confiança, e unge-te de amor com que enriqueças outras vidas em memórias deles, por afeição a eles.
Não penseis mais em termos de “adeus” e, sim, em expressões de “até logo mais”.
***
Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. . .
Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e a fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até o instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.
Autor: Joanna de Ângelis- Divaldo Franco.
Estiveram ao teu lado como bênçãos de Deus, clareando o teu mundo de venturas com o lume da tua presença e não pensaste, não te permitiste acreditar na possibilidade de que eles te pudessem preceder na viagem de retorno.
Cessados os primeiros instantes do impacto que a realidade te impôs, recapitulas as horas de júbilo enquanto o pranto verte incessante, sem conforta-te, como se as lágrimas carregassem ácido que te requeima desde a fonte do sentimento à comporta dos olhos, não diminuindo a ardência da saudade. . .
Antes da situação, o futuro se te desdobra sombrio, ameaçador, e interrogas como será possível prosseguir sem eles.
O teu coração pulsa destroçado e a tua dor moral se transforma em punhalada física, a revolver a lâmina que te macera em largo prazo.
Temes não suportar tão cruel sentimento. Conseguirás porém superá-lo. Muito justas, sim, tuas saudades e sofrimentos.
Não, porém, a ponto de levar-te ao desequilíbrio, à morte da esperança, à revolta. . .
Os seres a quem amas e que morreram, não se consumiram na voragem do aniquilamento. Eles sobreviveram.
A vida seria um engodo, se se destruísse ante o sopro desagregador da morte que passa.
A vida se manifesta, se desenvolve em infinitos matizes e incontáveis expressões. A forma se modifica e se estrutura, se agrega e se decompõe passando de uma para outra expressão vibratória sem que a energia que a vitaliza dependa das circunstâncias transitórias em que se exterioriza.
Não estão portanto, mortos, no sentido de destruídos, os que transitaram ao teu lado e se transferiram de domicílio.
Prosseguem vivendo aqueles a quem amas.
Aguarda um pouco, enquanto, orando, a prece te luarize a alma e os envolvas no rumo por onde seguem.
Não te imponhas mentalmente com altas doses de mágoas, com interrogações pressionantes, arrojando na direção deles os petardos vigorosos da tua incontida aflição.
Esforça-te por encontrar a resignação.
O amor vence, quando verdadeiro, qualquer distância e é ponte entre abismos, encurtando caminhos.
Da mesma forma que anelas por volver a senti-los, a falar-lhes, a ouvir-lhes, eles também o desejam.
Necessitam, porém, evoluir, quanto tu próprio.
Se te prendes a eles demoradamente ou os encarcera no egoísmo, desejando continuar uma etapa que hora se encerrou, não os fruirás, porque estarão na retaguarda.
Libertando-os, eles prosseguirão contigo, preparar-te-ão o reencontro, aguarda-te-ão...
Faze-te, a teu turno, digno deles, da sua confiança, e unge-te de amor com que enriqueças outras vidas em memórias deles, por afeição a eles.
Não penseis mais em termos de “adeus” e, sim, em expressões de “até logo mais”.
***
Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. . .
Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e a fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até o instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.
Autor: Joanna de Ângelis- Divaldo Franco.
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