segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Palavra

Na maternidade de uma grande cidade, um fato começou a chamar a atenção de uma enfermeira.
Ela era encarregada do berçário e procurou o chefe da pediatria.
Havia notado que todos os bebês que ficavam no último berço, no canto, choravam menos. Dormiam melhor.
O que seria? O médico brincou com ela. Quem sabe seria um berço milagroso?
Talvez fabricado com madeira especial. Quem sabe haveria uma fada protetora? Como a enfermeira insistisse, ele disse que iria contratar um detetive.
Resolveu ele mesmo investigar. Descobriu que a enfermeira tinha razão.
Os bebês que ali ficavam eram sempre mais acomodados. Deveria existir uma causa. O posicionamento do berço. Melhor ventilação. Colchão mais confortável. Menos ruídos. Checou tudo.
As condições eram absolutamente iguais em todos os berços.
Pensou na alimentação. Negativo. Os bebês eram alimentados dentro de critérios e horários rigorosamente observados.
E se houvesse diferença de tratamento? Alguma enfermeira mais eficiente, encarregada daquele berço? Também não.
Todas se revezavam no atendimento. Intrigado, o pediatra passou a visitar o berçário em horários diferentes.
Foi numa noite, perto das vinte e duas horas, que encontrou a solução.
A enfermeira de plantão estava no seu posto. A encarregada da limpeza passava o pano molhado no chão.
Ficou observando-a. Era uma senhora idosa. A tarefa lhe era penosa.
Então, ficou em frente ao berço privilegiado, enquanto descansava.
Começou a conversar com o bebê: Vida dura, meu anjinho. Minhas costas doem como se tivessem recebido pauladas.
Gracinha! Você deve estar feliz. Sombra e água fresca. Comidinha na hora certa.
Durante vários minutos, ela conversou com o ocupante do berço. Depois, retornou ao serviço.
O médico sorriu. Tinha resolvido o enigma. Encontrara a fada.
No dia seguinte, as enfermeiras receberam importante orientação.
Deveriam conversar com os bebês, enquanto cuidavam deles. O privilégio de um berço estendeu-se por todo o berçário.
A palavra é um instrumento que poucos utilizam como deveriam.
A arte de falar é conquista. Deve-se dispor desse abençoado instrumento para preservar a vida. Para enriquecê-la de bênçãos.
A boa palavra consola. Também ampara. Ensina. Salva. Falar sobre o bem, o amor e a esperança. Propor alegria entre as criaturas.
Ensiná-las a adquirir segurança pessoal. Transmitir-lhes carinho e ternura.
Expunha conceitos de forma simples. Conteúdo profundo.
Por isso, até hoje, permanece atual e sensibiliza os que tomam contato com seus ditos.
Travemos relação de amizade com Jesus. Comuniquemo-nos com o próximo. Irradiemos alegria e paz pela palavra como ele fazia.
Não critiquemos. Abençoemos. Falemos auxiliando para o bem. Não discutamos. Demonstremos.

Não nos percamos em palavras vazias. Sirvamos sem reclamar.


Redação do Momento Espírita,
 com base no cap. O enigma do berço, do livro Encontros e desencontros, de Richard Simonetti, ed. Gráfica São João; no cap. 11, do livro Episódios diários e no cap. 4 do livro Momentos de iluminação, ambos pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Do site: http://www.momento.com.br

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Autismo

O que iremos narrar, tão fielmente quanto possível, ouvimos num sábado à noite “Grupo Espírita da Prece”, logo após o contato fraterno com os irmãos que residem nas imediações da Mata do Carrinho, o novo local onde as nossas reuniões vespertinas estão sendo realizadas.
Um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba.
A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos. O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de autismo – respondeu ele.
O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar- concluiu.
O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. Chico Explicou a todos que estavamos ali mais próximos:
- “o autismo”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também , por vezes, principalmente os solteiros sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o mundo espiritual, desinteressando-se da Terra.
“É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo...”.
E Chico exemplificou com ele mesmo:
-Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que, muitos casos de suicídios têm as suas raízes no “autismo”, porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida. Inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...
E o Chico falou ao médico:
- È preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. È necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permaneceram na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do “autismo”, sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?
O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.

 
Chico Xavier, à sombra do abacateiro/ Carlos Antonio Baccelli- Fonte: Instituto São paulo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cordões Energéticos - Ligações Perigosas.

Cordões energéticos são laços que criamos quando nos ligamos afetivamente com outras pessoas. Isto quer dizer que nossos relacionamentos familiares, amorosos, profissionais e de amizade, são entrelaçados por estes fios. Os cordões existem também entre conhecidos, vizinhos e até mesmo com pessoas que permaneceram por pouco tempo em nossas vidas.
Se o laço afetivo que nos prende a outra pessoa for de amor e respeito, os fios de ligação são saudáveis. Porém, quando as relações afetivas são marcadas por atitudes de desrespeito, os cordões energéticos que ligam as criaturas são tóxicos e prejudiciais.
Quando a convivência com o outro passa a ser doentia, apresentando atitudes de dependência, superproteção, disputa, vingança, apego e possessividade, entre outras, as chances da relação adoecer, nos trazendo enfermidades energéticas e, posteriormente, somatizações, são enormes.
Um exemplo frequente disso é quando um casal se separa e encontra dificuldades em se desligar um do outro. As desculpas para ainda existir tal "união" são os filhos ou as pendências financeiras, por exemplo. Mas a verdade é que um não consegue libertar o outro de si.
Também é possível manter cordões energéticos com objetos e lugares. Esse tipo de apego gera situações repetitivas de estresse, doenças e desequilíbrios. Como por exemplo, alguém que tenha morado vários anos fora de seu país de origem, e quando retorna não consegue engrenar sua vida profissional, o que o leva constantemente a mudar de emprego, na busca incessante de "algo" que o prendia lá fora.
Dona Maria Modesto Cravo, no livro "Quem Perdoa Liberta" psicografado por Wanderley Oliveira, afirma que as pessoas, por meio dos cordões, ficam aprisionadas umas às outras e, pelos sentimentos, os cordões ganham vida, natureza, cor, cheiro, som, movimento e consistência. As ligações energéticas são mantidas "chacra-a-chacra", de acordo com o sentimento que envolve as criaturas. Por exemplo, se o sentimento é de mágoa, envolve o chacra cardíaco; se ódio, reflete no chacra gástrico; ciúme e possessividade, o genésico. Dessa forma, pessoas magoadas podem desenvolver diabetes e inúmeras dermatites; já aqueles que sustentam o ódio por alguém que o feriu ou é odiado por quem tenha ferido, podem gerar processos degenerativos, incluindo os carcinomas.
Dona Modesto, vai ainda mais longe, quando assevera que alguns transtornos físicos, emocional e mental da era moderna, como a depressão, por exemplo, podem ter origem nos cordões energéticos, e sem influência alguma de espíritos desencarnados, ou seja, a obsessão ocorre, neste caso, de encarnado para encarnado.
Conscientes que estamos deste assunto, é hora de assumir nossa responsabilidade nos conflitos relacionais, perdoar e se perdoar, procurando estabelecer em nossas relações um clima de tolerância, fraternidade e amor.


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Afinidades entre encarnados e desencarnados

Pergunta de Maria da Graça Gonçalves Ribeiro Pereira, da cidade de Barroselas, em Portugal:

 Gostaria de saber se um médium que capta uma mensagem de um suicida tem, pela lei da afinidade, tendências suicidas?
No caso da pergunta, um espírito pode aproximar-se de nós, simplesmente por estar precisando de alguma ajuda e por alguma afinidade, mesmo que momentânea.
Disso pode advir algum prejuízo para nós, pois ao estarmos em contato psíquico com o espírito, tendemos a sentir as suas sensações, o que pode nos ser bastante desagradável, mesmo não sendo essa a intenção do espírito.
Já quanto ao cerne da questão, a afinidade psíquica é o que realmente comanda o inter-relacionamento entre os espíritos, encarnados e/ou desencarnados.
Assim, se houve aproximação, então há algum tipo de afinidade, mas não necessariamente tendências do mesmo tipo.
Às vezes, a simples vontade de ajudar alguém pode criar algum tipo de laço que atrairá espíritos necessitados, suicidas, alcoólatras, etc, o que não implica que a pessoa que os atraiu seja ela própria, suicida em potencial, alcoólatra em potencial.
Um exemplo típico desse caso é quando nos propomos a fazer alguma visita a asilos, hospitais e acabamos por voltar "acompanhados" por espíritos presentes nessas instituições e que se apegaram a nós. Daí a importância de se fazer uma preparação espiritual e emocional ao nos propormos a essas visitas.
Pode haver alguma confusão, quando falamos em afinidades e tendências, pois o espírito suicida, ao se aproximar, pode induzir, mesmo sem querer, pensamentos ruins com o teor do suicídio na mente do médium com o qual está em contato. Mas isso não implica que o médium tenha tendências ao suicídio.
Esse tipo de sensações são normais de aparecerem, em qualquer caso, mas elas indicam que o médium não está devidamente preparado e que precisa trabalhar mais no sentido de conter os sentimentos que provém do espírito.
Sem isso ele pode se prejudicar e certamente não deve se dedicar ao trabalho ativo na mediunidade sem ajustar antes essa falha.
Da mesma forma que o médium deve filtrar as palavras do espírito e não lhe dar liberdade total, especialmente trabalhando com espíritos sofredores, também com relação aos sentimentos, o médium deve proceder à mesma filtragem.
Já no caso de o médium não ser pessoa que trabalhe com a mediunidade em um Centro, como por exemplo alguém que tenha a mediunidade aflorada naturalmente e que nunca se dedicou a isso, essa pessoa deve ser orientada a fazer um curso de preparação com um forte estudo da mediunidade pois ela precisa aprender a controlá-la para evitar prejuízos pessoais.
Esse conselho, aliás, é o mesmo que se deve dar às pessoas com problemas de obsessão em geral, pois o quadro de aproximação pode evoluir para um de obsessão, mesmo quando o espírito não tem intenção de prejudicar, mas pelo simples fato de ele estar ali precisando de ajuda e sem haver nenhum tipo de encaminhamento.
Os verdadeiros laços de afinidade são sempre espirituais. São estabelecidos através de vivência entre Espíritos encarnados e desencarnados, no esforço mútuo de se compreenderem, de se realizarem, buscando assim o equilíbrio psíquico.
Este esforço pode ser em ambos os sentidos, tanto no positivo para o bem, como no negativo para o mal, na elevação como na queda espiritual.
Desse modo as mentes afins tornam-se mananciais vivos de energias criadoras ou destruidoras, agindo em conjunto, irmanadas em verdadeira simbiose.
Protegidos pela afinidade que lhe aumenta a força e a intensidade, sempre atingirão os objetivos e as finalidades para os quais se aliaram.
Conversação alimenta conversação. Pensamentos ampliam pensamentos, demorando-se com os quais se afinam.
Pelo que se depreende, não é fácil ao indivíduo libertar-se da corrente a que se filiou: necessário será muito esforço e vontade para quebrar todos os laços que o liga ao seu afim.
Mas é possível, ajudados pelas correntes mais poderosas do amor e do bem, arrancar aqueles que estão filiados às correntes do mal
O caminho é a prece. Ela nos ligará aos que já avançaram.

Hugo Puertas de Araújo e Márcia Regina Farbelow

www.forumespirita.net

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CAIRBAR SCHUTEL

Foi no dia 30 de janeiro de 1938 que Cairbar Schutel retornou à pátria espiritual. Mais que lembrar a data de desencarnação, vale destacar o esforço empreendido pelo notável Cairbar Schutel, em Matão, na divulgação do Espiritismo, o que deixou clara sua posição de grande comunicador. Fundou um Centro Espírita e o Jornal "O Clarim" que já é centenário, escreveu livros, proferiu palestras. Em 1912, já conhecido como o "Pai dos Pobres de Matão", fundou um pequeno hospital de caridade, para atender aos doentes pobres. Dois anos mais tarde, em 1914, começou a visitar os presos na Cadeia Pública de Matão, onde era chamado sempre que algum detento era acometido de surto psicótico. Dentro dessa linha de atividades, em 1917 estendeu as visitas aos detidos na Cadeia de Araraquara, onde proferia palestras. A 15 de fevereiro de 1925, fundou com o auxílio moral e material do amigo Luiz Carlos de Oliveira Borges a RIE - Revista Internacional de Espiritismo, publicação mensal dedicada aos estudos dos fenômenos anímicos e espíritas. No período de 19 de agosto de 1936 a 2 de maio de 1937 profere, aos domingos, as conhecidas quinze "Conferências Radiofônicas", através da Rádio Cultura PRD—4, de Araraquara, publicadas em livro no mês de setembro de 1937. Enfim, ele foi um autêntico cristão, nunca desprezando ou ignorando quem quer que o buscasse. Jamais teve atitudes de indiferença ou discriminação quanto aos pobres e necessitados que o procuravam em busca de consolo moral ou em busca do socorro material. Após curta enfermidade, tendo falecido vítima de um aneurisma cerebral às 16:15, na mesma noite, através do médium Urbano de Assis Xavier, comunicou-se e sugeriu a seguinte frase para a lápide em seu túmulo: "Vivi, vivo e viverei porque sou imortal". Nosso agradecimento a ele.

Fonte:Grupo de Estudos Allan Kardec

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Suicida após a morte

Após_a_morte, a primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia. Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo_somático, indefinidamente. Anos a fio, sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias, a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem das águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e, comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido. De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.
 O CONSOLADOR – 16a. edição - 
Francisco Cândido Xavier –  Emmanuel

O sono e a vampirização sexual

Para onde você vai quando está dormindo? 
Você sabia que enquanto seu corpo físico repousa você continua em atividade? 
Você é espírito imortal. Você é um espírito encarnado, revestido dum corpo físico que dificulta seu acesso ao plano astral. O corpo físico só permite experiências com o plano físico. Quando você dorme, o corpo físico fica deitado, repousando, enquanto você, muitas vezes, aproveita essa liberdade provisória para fazer coisas que normalmente não se permite. Hoje vem se tornando cada vez mais comum o fenômeno da projeção consciente. Em tese, qualquer pessoa pode treinar e desenvolver a capacidade de se manter lúcido enquanto o corpo físico repousa. Nesse caso, a consciência acompanha o corpo astral (ou perispírito). Mas a projeção acontece quase sempre. Para nos projetarmos, ou seja, para atuarmos com o corpo astral, não precisamos estar conscientes disso. A maioria de nossos sonhos se trata de experiências no plano astral. Como o cérebro físico não participa dessas experiências, já que o corpo físico está dormindo, as lembranças que temos dos sonhos são confusas, dispersas e quase sempre sem nexo. Muitas pessoas mantêm durante o período de sono as mesmas atividades rotineiras. Agem como zumbis. Mas quero abordar o caso de quem se aproveita (inconscientemente) desses momentos de relativa liberdade, para praticar coisas que aqui no plano físico são inviáveis. Inviáveis por não estarem ao alcance ou por serem contra a lei, contra a moral, contra as conveniências. A literatura espírita nos mostra, e é algo que eu pude constatar pela observação e experiência, que grande parte dos encarnados vai em busca de prazeres quando projetados. O sexo é, disparado, o maior atrativo para esses festeiros. Mas também é comum a procura por vícios de toda espécie; como álcool, drogas, jogo, negócios escusos. Inimigos se encontram para brigar, criminosos voltam ao local do crime, ladrões roubam, fofoqueiros fazem intrigas, invejosos sabotam, rancorosos praticam vinganças. Leitura pesada, né? Prefiro tratar de assuntos mais leves, mas há verdades que não podemos ignorar. Dorme-se grande parte da vida. É muito tempo. Esse tempo não pode simplesmente fugir ao nosso controle. Mas como controlar? Isso é quase óbvio. Nossas atividades astrais seguem o padrão de nossos pensamentos no estado de vigília. O que pensamos durante o tempo inteiro, quando acordados, determina o lugar para onde vamos e as companhias que teremos durante o período de sono. Por isso a atração quase irresistível que o sexo provoca nos encarnados desdobrados do corpo físico. O apelo sexual está ativo como nunca. Nunca se teve acesso tão fácil à pornografia como hoje. Pesquisas têm apontado para o fato de que a quase totalidade dos homens com acesso à internet consomem pornografia. Fora a internet, o erotismo está na televisão, para quem quiser ver. Estou parecendo puritano? Sou tão humano quanto você que está lendo. Mas não podemos nos acostumar a isso e pensar que a busca por pornografia é normal. O desejo sexual descontrolado envolve hormônios, emoções, imaginação, fantasias e fraquezas de todo gênero. Tudo o que você coíbe durante a vida de relação, quando está acordado, você libera durante o período do sono físico. Você acha que quem consome pornografia faz isso sozinho? Os espíritos estão por toda parte, lembra? Por que você acha que deixariam você só nessas horas? Talvez para respeitar sua privacidade!? Seria muita ingenuidade pensar assim. Há verdadeiras redes no astral inferior (ou umbral) especializadas em sexo sujo. Essas redes têm sua contraparte física aqui. Você ainda não se deu conta do poder e alcance da internet como rede conectora de mentes e pensamentos? Pois se é assim para as amizades virtuais, também funciona assim com os sites pornográficos. Seus frequentadores logo fazem “amizades” espirituais que os aguardam à hora do sono. Tão logo adormecem, esses frequentadores são recepcionados por seus iguais, ansiosos por lhes vampirizarem as energias. Não existe truque para escapar a isso. Apenas o controle sobre os pensamentos, palavras e ações. Você sabe o que é o certo. Você está no domínio. Você escolhe.