quinta-feira, 14 de junho de 2012

O equilíbrio

Observe-se o pensamento, o seu teor preferencial,
afim de que irradie energias positivas.
A atitude imediata é desejar-se a saúde com fervor, não porque se queira libertar da doença, pura e simplesmente.
A libertação de uma enfermidade, se não produz o engajamento paciente em atividades psíquicas e físicas positivas, faculta a presença de outras doenças.
O anseio por adquirir a saúde deve estar acompanhado de objetivos edificantes, que podem ser alcançados, e não do interesse imediato pelos prazeres que se deseja fruir, descarregando ondas de energia negativa nos intrincados mecanismos perispirituais responsáveis pela ação posterior.
Esse desejo de saúde é firmado na crença e na certeza de que o “Pai não quer a destruição do pecador, mas, a do pecado”, e quem defrauda a lei deve recompor-se diante dela.
A firmeza do desejo, sem ansiedade nem tormento, a fim de que não se torne imposição, mas sim, uma solicitação, concede tranquilidade ao enfermo, constituindo um primeiro resultado precedente à cura.
De imediato, deve-se concentrar na saúde, considerar-lhe a validade, a abundância de possibilidades edificantes que propicia, de realizações produtivas, de efeitos benéficos para si e para a coletividade.
Ao concentrar-se nela, que se entregue de corpo e alma aos resultados que advirão, deixando-se impregnar pelo otimismo com irrestrita confiança em Deus, trabalhando mentalmente pela restauração das forças combalidas em contínuo esforço a favor do bem-estar.
A irritação, a ansiedade, o inconformismo, o ciúme, a rebeldia devem ser rejeitados, sempre que se insinuem nas paisagens mentais, por serem portadores de raios destruidores que atingem os fulcros celulares e os desarranjam, alterando-lhes o ritmo e a multiplicação.
As ideias enobrecedoras, os planos de futura ação benéfica são portadores de energia equilibrante, que estimula os complexos campos celulares, propiciando-lhes harmonia e produtividade.
Nesse esforço, é de bom alvitre visualizar a saúde e incorporá-la.
O indivíduo deve concentrar-se numa visão saudável, projetando-se no tempo em condições de equilíbrio; ver-se recuperado, assumindo responsabilidades e desenvolvendo as atividades que pretende encetar.
Essa projeção mental reestrutura os mecanismos do períspirito afetado, recompondo-lhe o campo, de que resultam os efeito sem forma de saúde, de harmonia e entusiasmo.
Os pacientes, em geral, com as exceções naturais, sempre visualizam o estado de agravamento do mal que os aflige, atirando no organismo projéteis mentais destrutivos.
Não poucas vezes, Jesus afirmou àqueles doentes que O buscavam: Se quiseres, já que queres, concluído: levanta-te e anda, vê, sê limpo, conforme a enfermidade de que se faziam objeto.
Naquele momento o enfermo saía do campo vibratório de sombras, no qual se homiziava, e abria-se à energia rigorosa do Benfeitor Divino, que lhe alterava a área em desordem, restaurando-lhe a saúde.
Assim, visualizar-se com saúde no futuro e programar-se em ação constituem fatores fundamentais para a autocura.
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Livro: Plenitude

quarta-feira, 13 de junho de 2012

OS VERMES DA DEGRADAÇÃO

  Estávamos trabalhando uma família, cuja mãe estava com alguma doença, aparentemente degenerativa, já não se levantava da cama.
  Uma trabalhadora do grupo fazia habitualmente, com ela, um trabalho de energias chamado de  “freqüência de brilho”, como medicina alternativa, embora estivesse, a paciente, em tratamento medico convencional. Via-se que, pouco a pouco, sua melhora se acentuava, chegando ao ponto de caminhar razoavelmente bem.
  Também trabalhávamos sua parte espiritual, pois é habitual que os irmãos desencarnados venham nos cobrar, com suas agressões, o nossos comprometimentos com eles, seja nos campos físicos e ou emocionais, cujas mazelas do passado persistem.
  Aproveitam nossas fraquezas para cobrar a vingança planejada, às vezes por dezenas de anos. Em lamentável vingança, cultivam o ódio que os sustentam, acentuando a deformação do físico e do caráter, estabelecendo a loucura.
  Nessa noite de trabalho mediúnico, começamos, todos os trabalhadores, mentalizando e sondando a psicosfera da família em questão. Varias vidências desconexas dos participantes foram abrindo as portas do labirinto psíquico das criaturas agressoras e dos locais onde se estabeleceram como base de ataque.
  A vidência denunciava um lugar trevoso, sob um piso de cerâmica desgastada pelo tempo. Havia vermes escuros, em quantidade espantosa, que, como é habitual, seriam usados nas pessoas para destruir, provocando-lhes doenças que a medicina não saberia tratar.   
  Era uma quadrilha liderada por um agredido em outra vida, onde a doente de hoje deixou a marca da destruição e morte da família do violento personagem.
  Já havíamos, em semanas anteriores, tratado e reconduzido alguns subalternos para o refazimento em paragem da espiritualidade trabalhadora do CRISTO, mas este subalterno que recebíamos naquele dia era extremamente recalcitrante, não abria sua mente para o diálogo, era totalmente magnetizado por seu chefe que, de longe, comandava e manipulava sua mente.
  Fomos ambientando-o em energias benfazejas, que ele desconhecia e para as quais não tinha antídoto. Achava-se dominado para, segundo ele, ser derrotado. Lutava com todas as forças, mas o amor, que ele desconhecia, era irresistível.
  Afrontou o índio que chegava para ajudá-lo, pois não tinha medo, mas, pouco a pouco, lhe foi mostrado paragens do passado, que ele reconhecia familiares. Teve vontade de ir para um lugar assim, onde já fora feliz. O amigo espiritual acolheu-o em seus braços e ele se rendeu em placidez impressionante.
  Não se fez esperar a presença violenta do algoz-mor. A médium, equilibrada, não se submeteu às tentativas de agressão física que ele pretendia, todos os músculos retesados, falava guturalmente: que bandidos éramos que estávamos dando apoio a assassinos? que bruxaria que conseguia dominar seus asseclas? com que direito adentrávamos suas paragens virtualmente impenetráveis? 
  O ódio e a violência eram o alimento deste ser desesperado, deixamos que falasse, que derramasse sua fúria verbal, limpando assim, em parte, seu coração infestado de ódio. Ainda assim, não queria ouvir. Sua pantalha mental de vingança parecia intransponível, delirava repetindo seus objetivos, bloqueado para o esclarecimento, para o amor ou qualquer debate que pudesse reabilitá-lo a racionalizar.
  Nesse meio tempo, outro médium recebe uma figura singular! Achegou-se mansamente, ajoelhou-se aos pés da criatura e começou a falar de amor, de saudades, dos tempos em que eram felizes juntos: era uma das três criaturas assassinadas pela, agora, vitima das agressões espirituais. Este ser, antes machucado, já havia compreendido e perdoado, tomando o rumo da regeneração.
  Na conversa com a família perdida e reencontrada, o mentor obsessivo ainda resistia, pois não conseguia sair da dor. Ainda que sua violência tivesse suavizado, não conseguia perdoar. Reclamava que fora abandonado, que só ele se dispusera à vingança justa.
  A abundancia do amor, na sala mediúnica, e os pedidos para que o acompanhasse, foram permitindo a mudança. Foi-lhe relatado o fato de que, apesar de perdidos uns dos outros, jamais o havia esquecido e, na primeira oportunidade em que fora possível conversar, se fizera presente para tentar demovê-lo de sua vingança.
  O ente amigo mostrou, apenas pelo sentimento, que fizera a parte mais importante, a parte da rendição do ódio ao amor incondicional. Parte que começou a se operar no amigo atendido.
  ACA 08/02/06
Fonte:CACEF-casa de caridade esperança e fé

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tudo que pensamos cria forma e se projeta ao redor

O Espiritismo ensina que tudo o que pensamos cria forma e se projeta de algum modo, tornando-se perceptível a Espíritos que se afinizam com o gênero de ideias dos quais sejamos emissores. Como um filme que se estende ao nosso redor através de nossa emissão fluídica, exibimos as cenas de nossas ideias e estas se tornam visíveis, atraindo ao nosso redor Espíritos simpáticos a nossa forma de pensar. Como ondas de rádio que sintonizam as estações desejadas, atraindo músicas e notícias derivadas desta ou daquela rádio, nosso pensamento emite ondas que afetam regiões equivalentes ao gênero de nossas frequências mentais e de imediato nos vemos rodeados de inúmeros Espíritos que são atraídos por nós, simpatizando-se com nossa forma de ser.
É por princípio que muitas vezes nos tornamos alvo de nuvens de Espíritos que encontram em nós, por vezes, uma fonte de gozos e prazeres variados e é por esse motivo que aprendemos, em Espiritismo, a equilibrar os nossos pensamentos, esforçando-nos por tê-los com qualidade, para que entremos em sintonias mais adequadas aos propósitos que desejamos conquistar, seja no estudo ou hábito espírita, seja em nossa rotina pessoal, no envolvimento com nossos semelhantes.
Se desejarmos nos envolver com os bons Espíritos, é imprescindível que nos empenhemos em melhorar as nossas ideias e também os nossos comportamentos, pois é assim que poderemos atrair energias renovadas e em melhor sintonia com as regiões felizes.
Os fluidos ao nosso redor se impregnam das nossas energias e se nos habituamos com pensamentos desarmoniosos, inferiorizados, imprimimos, por assim dizer, em nosso ambiente fluídico, essas más energias, energias deletérias, negativas, que aderem não só às energias imponderáveis nas quais estamos mergulhados, mas também nas palpáveis, como objetos, utensílios, vestimentas e mesmo nas paredes que formam a estrutura de nosso lar.
Não sabem, pois, que aquele dotado da psicometria, faculdade anímica, ao tocar em objetos, pode ler neste cenas ocorridas em outras épocas relacionadas àquele que fora seu dono? É o fluido deixado por este, gravado no objeto, fluido pessoal que conserva as cenas ocorridas como se gravada em fita magnética e que pode ser percebida, esta energia, por aquele dotado desta bela faculdade.
Assim, o resultado de nossa vida, nosso bom humor, nossa saúde, nosso bom desempenho, muitas vezes se ligam a essas energias confusas, criadas por pensamentos ruins, por conversas desagradáveis, deixadas pela presença de Espíritos desorganizados e que acabam por afetar o resultado de nossa existência.
Esforça-te pelos bons pensamentos, pelas boas ações. Renova tua forma de ver e entender a vida e por certo terás momentos mais felizes no decorrer de teus dias por sobre a Terra.
Abraço a todos.
Lionel.


Mensagem recebida em 11 de Junho de 2012 – C.E. Batuíra
André Ariovaldo  –  Espírito Lionel

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O mundo e o mal

Em certo trecho do Evangelho, Jesus faz uma longa oração pelos Seus discípulos.
Nessa oração, Ele pede a Deus que não os tire do mundo, mas que os livre do mal.
Esse trecho da prece do Cristo suscita as mais interessantes reflexões.
Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a ideia da morte.
Muitas não creem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra.
A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis em seu futuro espiritual.
Nessa expectativa de um amanhã rosado e glorioso, esquecem o esforço próprio.
Não fazem o possível para tornar melhor o mundo em que vivem.
Olvidam a bênção do trabalho, da disciplina e da perseverança.
Envolvem-se o mínimo possível com o sofrimento alheio.
Parecem achar que a vida na Terra é simplesmente algo a ser suportado.
Quanto antes passar, da forma mais automática possível, mais rapidamente entrarão na posse de uma felicidade perfeita.
Contudo, o anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do Espírito.
Afinal, orando ao Pai por Seus discípulos, Jesus não rogou para que fossem retirados do mundo.
Pediu apenas que fossem libertos do mal.
Trata-se de um eloquente sinal de que o importante para as criaturas não consiste em trocar de domicílio.
Na Terra ou no Plano Espiritual, continuam as mesmas.
O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa.
De sua lama, brotam lírios de delicado aroma.
Sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
De nada adianta alguém partir do planeta, quando seus males não foram exterminados convenientemente.
Em tais circunstâncias, a imensa maioria dos homens se assemelha aos portadores das chamadas moléstias incuráveis.
Podem trocar de residência.
Mas a mudança é quase nada, se as feridas os acompanham.
O relevante é embelezar o mundo e aprimorá-lo.
E isso se realiza mediante a transformação moral dos homens.
Nessa linha, cada ser humano é colocado no melhor contexto para que se aperfeiçoe.
Então, você não precisa morrer e nem mesmo trocar de vizinhança, de emprego, de família ou de país para ser feliz.
Necessita, sim, ser digno e generoso onde quer que a vida o tenha colocado.
Precisa aprender a perdoar e a dar de si, em vez de reclamar auxílio dos outros.
Quando se tornar trabalhador, desprendido, leal e bondoso, viverá em paz em qualquer ambiente.
Ainda que desafiado por fatores externos, possuirá um pedaço do céu em seu coração.
Pense nisso.
 Redação do Momento Espírita, com base no cap. 30 do livro Caminho,
Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier,

O Aborto

1 – Todas as religiões condenam o aborto. E a Doutrina Espírita?
O Espiritismo também o situa como crime. Vai mais longe: demonstra as conseqüências do aborto, sempre funestas, envolvendo compromissos cármicos para a gestante. E também para aqueles que o estimulam ou favorecem – seus pais, o pai da criança, amigos inconseqüentes… Comprometem-se, igualmente, médicos e parteiras que o executam.
2 – O movimento feminista, que se bate pelo direito ao aborto, proclama que a mulher é dona de seu corpo e deve ter o direito de decidir se quer asilar um filho em seu seio…
Se levarmos esse raciocínio às últimas conseqüências deveremos admitir o infanticídio, racionalizando que a mulher tem o direito de decidir sobre um ser que gerou e pôs no mundo. Ninguém contesta que isso seria um absurdo, um crime inominável. E por que haveria de ser diferente, enquanto o filho ainda mora em seu ventre? 
3 – Em nenhuma circunstância pode-se admitir o aborto?
Como já comentamos, na questão 359, de O Livro dos Espíritos, os mentores que orientavam Kardec advertem que só é admissível o aborto induzido quando há grave risco de vida para a gestante. Oportuno acrescentar: com a evolução da Medicina, dificilmente se configura, hoje, uma situação dessa natureza. 
4 - O que acontece com o espírito reecarnante?
Como não se completou a reencarnação, tenderá a reassumir sua personalidade, o que era antes de iniciar o mergulho na carne. O Espírito menos desenvolvido mentalmente pode situar-se, transitoriamente, como um recém-nascido no mundo espiritual, entregue aos cuidados de familiares desencarnados ou instituições especializadas.
5 – Há mulheres que caem em depressão, após praticarem o aborto. Tem algo a ver com a influência do reencarnante?
 Tratando-se de um ato que contraria as leis divinas, a gestante que praticou o aborto experimentará conflitos íntimos indesejáveis, nas sanções da própria consciência. Pode, também, sofrer represálias por parte do reencarnante, quando este venha a se revoltar com o fato de ter sido rejeitado e expulso.
6 – Quando ocorre o aborto espontâneo, podemos debitá-lo a um problema cármico, envolvendo o filho e a mãe?
Nada acontece por acaso. Pode ser a conseqüência de uma recusa à maternidade no pretérito, envolvendo, não raro, o aborto criminoso. Quanto ao filho, ele pode estar comprometido com o mesmo crime ou com o desvario do suicídio, colhendo agora a frustração do anseio de reencarnar, com o que aprenderá a valorizar a vida.
7 – E quando a mulher pratica o aborto, por recusar-se à maternidade? Sendo algo de sua iniciativa e não um problema cármico, como situar a ocorrência para o Espírito que reencarnaria como seu filho?
Se tiver um mínimo de esclarecimento, a encarará como um acidente de percurso, determinado pela imprudência daquela que deveria recebê-lo. Será uma experiência a mais, envolvendo frustrações próprias da Terra. Elas nos ajudam a amadurecer. Ao longo de múltiplas existências, conscientizam-nos de nossas responsabilidades e deveres.
8 – Se o Espírito tem compromissos com seus futuros pais e a necessidade de reencarnar, continuará tentando?
Provavelmente, com a colaboração de mentores espirituais que buscarão ajudá-lo a superar a resistência do casal. Não é difícil, por isso, que em sucessivos abortos criminosos encontremos o mesmo Espírito intentando retornar à carne e sendo rejeitado.

Do livro: Reencarnação: Tudo o que você precisa Saber
 Richard Simonetti

sábado, 2 de junho de 2012

Todos podem ser generosos

 Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D’água Seco, no sertão de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.
Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.
Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã.
Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinadoduzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco, há vinte e quatro anos, por uma vida melhor em São Paulo.
Durante a viagem, ensinou mais doze conterrâneos a assinar o próprio nome.
Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, senão esse conhecimento morre comigo, conta ele.
Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doouvinte e nove bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher, Melinda.
Mas a história de Severino não deixa dúvida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada – e de várias formas, muito além de dar bens que sobram.
Alguns exemplos são:Antônio, um desembargador de justiça, que conta histórias para crianças num hospital. Élcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.
Juliana e Marina, quefazem as pessoas rir sem pedir nada em troca.
Danielle, que aos sessenta e três anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.
Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental.
Em O Livro dos Espíritos, encontramos a Espiritualidade respondendo que o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus é:
Benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.
Assim, percebemos que, no coração generoso, benevolente, está a essência da caridade como nos ensinou o Mestre.
Você já foi generoso hoje?
Proponha a você mesmo este desafio. Faça este convite. Pratique um ato, pequeno que seja, de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.
Não o resultado do reconhecimento – pois ele quase sempre não vem, e não deve ser nosso foco – mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.
Não há quem resista ao poder sedutor da benevolência. Sempre saímosdiferentes, mais leves, mais felizes.
Dê do pouco que tem, mas dê. Não é necessário ter muito para dar. Dar-se é, certamente, muito mais valioso do que dar coisas.
Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada!
 Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vida Renovada

Você já ouviu aquela história da mulher que reuniu a família para dar a notícia de que logo morreria?
Disse ela que fora a dezenas de consultas, realizara muitos exames, conforme solicitações médicas e, por fim, recebera o diagnóstico.
Era portadora de uma moléstia incurável e seu tempo máximo de vida seria de quatro meses.
A família reagiu mal, espantando-se de que ela desse aquela notícia terrível, com tamanha tranquilidade.
Mas, a senhora disse que teria cento e vinte dias para fazer tudo o que desejava.
Arrumaria seus armários, doando tudo que pudesse a alguém servir e jogaria fora o que era imprestável. Ficaria com o estritamente necessário para seu uso.
Trocaria as cortinas das janelas. Elas a impediriam de ficar bisbilhotando a vida alheia.
Tiraria o pó da casa, diariamente e ficaria pensando que devia se libertar de todas as sujeiras que guardara do passado.
Alimentaria sua alma com leituras saudáveis e conversas amenas. Evitaria criticar as pessoas e o mundo.
Perdoaria todas as pessoas que a haviam magoado.
Agradeceria a Deus por sua vida, toda manhã e faria, pelo menos, uma boa ação a cada dia.
Assim, quando partisse para a outra vida, teria, ao menos, cento e vinte boas ações realizadas.
A morte é, com certeza, o que de mais certo há na vida. Ninguém dela foge. Pode demorar, mas dia chegará em que a pessoa abandonará o corpo físico.
Podemos temê-la ou agir como a senhora da nossa história: propor-se a fazer algo de útil e bom.
E é bem possível que nos surpreendamos com a melhoria da qualidade de vida pessoal.
É verdade: quando passamos a pensar e agir no bem, modificamos nossa estrutura psíquica e, consequentemente, a alegria, o bem-estar passam a fazer parte das nossas horas.
E se você deseja saber o que aconteceu com a senhora da história, acredite: ela viveu mais vinte e três anos.
Erro de diagnóstico?
Não! É que ela pensou que estava condenada à morte em pouco tempo e resolveu mudar esse restante de vida que lhe restava.
Ao transformar o seu mundo interior, ao se transformar em uma pessoa totalmente diferente do que fora, curou sua alma.
Consequentemente, curou-se da doença física.
Por isso, se a enfermidade nos visita, aproveitemos para reflexões valiosas em torno do comportamento e da reprogramação das atividades.
Pensemos na saúde e a desejemos ardentemente, sem imposição, sem pressão, mas com nobre intenção.
Libertemo-nos de todo entulho mental, que nos pode intoxicar: mágoas, ódios, ciúmes, vinganças, invejas, amarguras.
Vinculemo-nos a Deus de onde emanam todas as forças e aspiremos os recursos necessários ao reequilíbrio.
Reabasteçamos a mente com pensamentos de paz, de compaixão, de solidariedade, de perdão e de ternura, envolvendo-nos, emocionalmente com a vida, de forma a nos sentirmos nela integrados, conscientes e felizes.
Confiantes, avancemos, vitalizados pelo hálito da fonte geradora de vida, nosso Pai Criador.

Redação do Momento Espírita-Joanna de Ângelis e Divaldo Pereira Franco