terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que é Reforma Intima


 "A reforma íntima é a reforma o nosso eu, nosso íntimo. É a mudança para melhor, é elevar-se na condição humana deixando de ser egocêntrico e se tornando altruísta. É trocar atitudes erradas por atitudes corretas, erros por acertos que um dia se tornarão virtudes." 

20 EXERCÍCIOS PARA A REFORMA ÍNTIMA:

1 - Executar alegremente as próprias obrigações.

2 - Silenciar diante da ofensa.

3 - Esquecer o favor prestado.

4 - Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.

5 - Emudecer a nossa agressividade.

6 - Não condenar as opiniões que divergem da nossa

7 - Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.

8 - Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.

9 - Treinar a paciência constante.

10 - Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.

11 - Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.

12 - Desculpar sem desculpar-se.

13 - Não dizer mal de ninguém.

14 - Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.

15 - Alegrar-se com a alegria dos outros.

16 - Não aborrecer quem trabalha.

17 - Ajudar espontaneamente.

18 - Respeitar o serviço alheio.

19 - Reduzir os problemas particulares.

20 - Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.

pelo Espírito Scheilla – Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

domingo, 23 de setembro de 2012

Consulta aos espíritos

Francisco Cândido Xavier
Temos recebido, de várias procedências, acenadas por amigos nossos, solicitações endereçadas aos Benfeitores Espirituais a respeito da cremação. Isso tem sido objeto de muitas conversações nossas.
Na reunião de ontem, O Livro dos Espíritos nos deu para estudo a questão 164. Nos comentários veio à tona a mesma interrogação: o que dizem os amigos desencarnados sobre a cremação ao invés do sepultamento dos mortos? No final de nossas atividades nosso caro Emmanuel escreveu sobre o assunto a página "Cremação".
CREMAÇÃO
De quando em quando, amigos da Terra nos inquirem com respeito aos resultados possíveis da cremação que tenhamos porventura experimentado após o afastamento do corpo denso.
E efetivamente o assunto se reveste de significação e proveito, pelas repercussões do processo crematório no plano espiritual.
Por muito se examine, no mundo, a presença da morte física, conferindo-se-lhe foros de igualdade em quaisquer circunstâncias, o óbito não é idêntico no caminho de todos.
Qual ocorre no berço, quando o renascimento estabelece condições diferentes, do ponto de vista orgânico, para cada um de nós, a separação do veículo terrestre está revestida de características originais para cada indivíduo. Além da existência comum na Terra, nem todas as criaturas se observam imediatamente exoneradas da inquietação e do trauma, da ansiedade ou do apego exagerado a si próprias.
Temos companheiros que, na desencarnação pelo fogo se liberam de improviso de qualquer conexão com os recursos que usufruíram na experiência material. Entretanto, encontramos outros, em vasta maioria, que embora a lenta desencarnação progressiva que atravessaram, se reconhecem singularmente detidos nas impressões e laços da vida material, notadamente nas primeiras cinquenta horas que se seguem à derradeira parada cardíaca no carro fisiológico. Fácil observar, em vista disso, que o período de espera, no espaço razoável de setenta e duas horas, entre o enrijecimento do corpo físico e a cremação respectiva, é tempo valioso para a generalidade de todos aqueles que se encontram em trânsito de uma vida para outra.
Isso é compreensível porque se muitos irmãos dispensam semelhante cuidado, desde os primeiros instantes de silêncio no cérebro, outros, aos milhares, se observam vinculados aos tecidos inertes de que já se desvencilharam, no anseio, embora vão, de revivescê-los. À face do exposto, nós, os amigos desencarnados, nada poderíamos aventar fundamentalmente contra a cremação. No entanto, entendendo que os nossos amigos - os homens da Esfera Física - ainda não dispõem de instrumento para analisar os graus de extensão e de intensidade do relacionamento entre o espírito recém-desencarnado e os resíduos sólidos que lhes pertenceram no mundo, consideramos justo que se lhes rogue o citado período de repouso, a favor dos chamados mortos, em câmara fria que lhes conserve a dignidade da forma. Depois disso o sepultamento ou a cremação nada mais representam, para a alma, que a desagregação mais lenta ou mais rápida das estruturas entretecidas em agentes físicos, das quais se libertou.

Emmanuel
Livro – Caminhos de Volta

Por Sérgio Ribeiro 

sábado, 22 de setembro de 2012

O Batismo


Moisés, o célebre legislador hebreu, no intuito de orientar o seu povo nos mais rudimentares preceitos de higiene, estabeleceu, além das leis de natureza político-religiosas, uma série de medidas que visavam defender a saúde daquele povo ainda inculto e agreste. Com efeito, o Velho Testamento recomenda lavar as mãos, os copos, os pratos, as camas, a roupa, etc., enfim, uma série de medidas de feição religiosa, cuja finalidade era formar certos hábitos indispensáveis à saúde do povo. Ora, o batismo judaico era, em última análise, uma dessas medidas de higiene, e, nesse ponto, ninguém tem maior autoridade para dizê-lo do que Flávio Josefo, célebre historiador 'judeu do 1º século. Profundo conhecedor das seitas religiosas do seu povo, diz, referindo-se a João, "chamado o Batista", que "a imersão na água (o batismo), agradável a Deus, era feita, não para a remissão dos pecados, mas para purificar, o corpo, desde que a alma tivesse sido purificada por uma via justa." (Antiguidades XVIII, 5, 2)
A lavagem das roupas era também considerada um dos meios de santificação, mesmo antes da revelação do Sinai (Êxodo, XIX :10) e os rabis ligavam a isso o dever de banhar-se por imersão completa (Lev., XV:5; Números, XIX:7, etc.)
Lendo os preceitos religiosos de outros povos antigos, chega-se à conclusão de que o batismo não começou com o Batista nem o batismo teve origem propriamente no povo judeu. Na antiga Babilônia, na índia, na China, etc., o batismo, no adulto ou na criança, de modo geral, se assemelhava ao batismo judaico-cristão. Mesmo entre os antigos pagãos, astecas, incas, etc., o batismo era praticado muito antes da influência do Cristianismo. Entre os pagãos, de onde provavelmente se originou o batismo que hoje se faz nas igrejas, a cerimônia, em geral, tinha lugar logo após o nascimento, ocasião em que o recém-nascido recebia o nome, sendo então colocado sob a proteção dos deuses.
De acordo com os ensinos rabínicos, o batismo era praticado no antigo Judaísmo como meio de penitência, a fim de poderem pronunciar, em perfeita pureza, o nome de Deus nas orações. Os essênios, sem dúvida por isso, costumavam batizar-se, isto é, banhar-se, todos os dias pela manhã (The Jewish Encyclopedia, Isidore Singer, 2º vol., pág. 500).
O batismo de João era, pois, um velho preceito de caráter religioso, que lembrava a ideia de purificação, cuja finalidade era evitar a propagação de doenças, sobretudo da lepra, comum entre os judeus daquela época. Jesus mesmo reconhecera a sua necessidade, tanto que, embora ele próprio não batizasse, os seus discípulos batizavam ainda mais que João (João, 4-:2). O próprio Batista via na tradição do batismo da água uma medida indispensável à saúde daquele povo que vivia em promiscuidade num país quente seco e poeirento. Jesus mesmo, para não escandalizar, pede ao Batista para ser batizado dizendo: "Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda justiça" (Mat., 3:15). É claro que Jesus não tinha nenhum "pecado original" .
Para Jesus o batismo tinha significação espiritual. Quando dois dos seus discípulos se aproximaram dele, e pediram que, no seu reino, lhes permitisse assentar-se um à sua direita e o outro à sua esquerda, Jesus respondeu: "Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo e ser batizado com o batismo com que sou batizado?" Eles responderam: "Podemos". Mas Jesus, como se já esperasse essa resposta, disse: "Em verdade vós bebereis o cálice que eu beber, e sereis batizados com o batismo com que sou batizado; mas assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me pertence a mim conceder, senão àqueles para quem está preparado." (Marcos, 10:35-40) Compreende-se, pois, que Jesus aí não se refere ao batismo da água, mas às dificuldades e às lutas que teria de enfrentar. O cálice e o batismo simbolizam a vitória do seu Espírito diante das dificuldades terrenas. Não têm outra significação as suas palavras: "quem crer e for batizado será salvo", isto é, quem vencer a batalha da vida, quem vencer o mundo como ele venceu, alcançará a paz. A HISTÓRIA DO BATISMO DA ÁGUA PARA “LAVAR O PECADO ORIGINAL” É PURA INVENÇÃO DA IDADE MÉDIA.

José Monteiro Lima
Reformador (FEB) Novembro 1946

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A EFICÁCIA DA PRECE EM FAVOR DO SUICIDA

A oração é um recurso mental de poder extraordinário.
Podemos orar pelos encarnados e pelos desencarnados, por nós mesmos e pelos outros.
Através da oração não podemos mudar o curso dos resgates necessários, em nós ou nos outros, mas podemos confortar e ser confortados. Quando bem utilizada, ela amplia a nossa receptividade, favorecendo aos bons Espíritos, nos inspirarem.
Quantos problemas poderiam ter morrido no nascedouro, se o recurso da oração sincera tivesse sido utilizado!
A oração feita com amor gera ondas mentais, que se propagam no espaço em direção ao alvo para o qual é endereçada. No caso específico de Espíritos sofredores, ela proporciona alívio e conforto espiritual.
No entanto, muitas pessoas, mesmo aquelas que são conhecedoras do poder da oração, externam certa dúvida, quando se trata de orar pelos que se suicidaram.
Certamente supõem que o suicida, sofredor de dores inimagináveis, como descrevem algumas obras espíritas, permanecendo longo período em total perturbação, dispensariam o recurso da oração.
É como se imaginassem um determinismo, que a oração não poderia mudar.
Comete grande equívoco quem defende esta tese. É no mínimo uma prova de desconhecimento a respeito do assunto.
Os efeitos da prece acontecem através de mecanismos não totalmente conhecidos por nós, humanos.
Os relatos feitos por desencarnados, que foram vítimas de suicídio, comprovam a eficácia da prece e revelam ser uma importante caridade, realizada em benefício destes sofredores.
Ela é um recurso algumas vezes esquecido, porém, poderoso em qualquer circunstância.
Claro que não podemos interpretá-la como um recurso mágico para isentar o devedor do débito.
Mas com certeza lhe dará conforto e forças para reagir, impedindo, em alguns Espíritos, o prolongamento desnecessário do seu sofrimento.
Para melhor esclarecimento a respeito do assunto, consideraremos duas situações, colhidas do livro Memórias de um Suicida, ed. FEB, recebido mediunicamente por Yvonne do Amaral Pereira:
a) Espíritos resgatados das zonas de sofrimento, em recuperação nas colônias espirituais – comentário de Camilo Cândido Botelho:
Da Terra, todavia, não eram raras as vezes que discípulos de Allan Kardec [...] emitiam pensamentos caridosos em nosso favor, visitando-nos frequentemente através de correntes mentais vigorosas que a Prece santificava, tornando-as ungidas de ternura e compaixão, as quais caíam no recesso de nossas almas cruciadas e esquecidas, quais fulgores de consoladora esperança! (Op. cit., cap. Jerônimo de Araújo Silveira e família, p. 105-106.)
b) Espíritos ainda não resgatados – comentário de Yvonne Pereira:
Certa vez, há cerca de vinte anos, um dos meus dedicados educadores espirituais – Charles – levou-me a um cemitério público do Rio de Janeiro, a fim de visitarmos um suicida que rondava os próprios despojos em putrefação. [...] Estava enlouquecido, atordoado, por vezes furioso, sem se poder acalmar para raciocinar, insensível a toda e qualquer vibração que não fosse a sua imensa desgraça! [...] E Charles, tristemente, com acento indefinível de ternura, falou:
– “Aqui, só a prece terá virtude capaz de se impor! Será o único bálsamo que poderemos destilar em seu favor, santo bastante para, após certo período de tempo, poder aliviá-lo...” [...] (Op. cit., cap. Os réprobos, Nota da médium no 3, p. 49.)
De acordo com o exposto, não poderá restar dúvida sobre a eficácia da prece. E no caso específico do suicídio, podemos afirmar que é o único recurso de que nós, encarnados, dispomos para, com certeza, aliviar o sofrimento imenso causado por tão enganosa solução.
Abaixo, transcrevemos um trecho do diálogo entre Divaldo Pereira Franco e o Espírito de um suicida, que sofreu vários anos os efeitos dolorosos da sua precipitada ação (do livro O Semeador de Estrelas de Suely Caldas Schubert):
[...] Dei-me conta, então, que a morte não me matara e que alguém pedia a Deus por mim.
Lembrei-me de Deus, de minha mãe, que já havia morrido. Comecei a refletir que eu não tinha o direito de ter feito aquilo, passei a ouvir alguém dizendo:
“Ele não fez por mal. Ele não quis matar-se”. Até que um dia esta força foi tão grande que me atraiu; aí eu vi você nesta janela, chamando por mim.
– Eu perguntei – continuou o Espírito – quem é? Quem está pedindo a Deus por mim, com tanto carinho, com tanta misericórdia? Mamãe surgiu e esclareceu-me:
– É uma alma que ora pelos desgraçados.
– Comovi-me, chorei muito e a partir daí passei a vir aqui, sempre que você me chamava pelo nome.
Dá para perceber, nestes dois exemplos, que a oração, também para os casos de suicídio, tem o poder de lenir a dor e aplacar o desespero da vítima. Nestas condições, poderá acontecer a mudança gradativa dos painéis mentais (gerados pelo sentimento de culpa), à medida que surge o arrependimento sincero, proporcionando aos samaritanos da Espiritualidade resgatarem a vítima, que ainda se encontre nas regiões de sofrimento, para uma colônia espiritual.
Reformador Nov.09

Por Sérgio Ribeiro

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

“O TEMOR DA MORTE”

“O Céu e Inferno” de Allan Kardec, em seu Cap. II, traz à baila um tema sobre o qual muitos ainda evitam falar...
“O homem, seja qual for a escala de sua posição social, desde selvagem, tem o sentimento inato do futuro; diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos.
A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada. Entretanto, a maior parte dos que nele creem apresentam-se nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?
Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento.
Assim é que, nos povos primitivos, o futuro é uma vaga intuição, mais tarde tornada simples esperança e, finalmente, uma certeza apenas atenuada por secreto apego à vida corporal.
À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim, calma, resignada e serenamente. A certeza da vida futura dá-lhe outro curso às ideias, outro fito ao trabalho; antes dela, nada que se não prenda ao presente; depois dela, tudo pelo futuro sem desprezo do presente, porque sabe que aquele depende da boa ou da má direção deste.
A certeza de reencontrar seus amigos depois da morte, de reatar as relações que tivera na Terra, de não perder um só fruto do seu trabalho, de engrandecer-se incessantemente em inteligência, perfeição, dá-lhe paciência para esperar e coragem para suportar as fadigas transitórias da vida terrestre. A solidariedade entre vivos e mortos faz-lhe compreender a que deve existir na Terra, onde a fraternidade e a caridade têm desde então um fim e uma razão de ser, no presente como no futuro.
Para libertar-se do temor da morte é mister poder encará-la sob o seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual, fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota, de parte do Espírito encarnado, um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria.
No Espírito atrasado, a vida material prevalece sobre a espiritual. Apegando-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real; aniquilado aquele, tudo se lhe afigura perdido, desesperador.
Se, ao contrário, concentrarmos o pensamento, não no corpo, mas na alma, fonte da vida, ser real, a tudo sobrevivente, lastimaremos menos a perda do corpo, antes fonte de misérias e dores. Para isso, porém, necessita o Espírito de uma força só adquirível na madureza.
O Temor da Morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total, igualmente o estimula, secreto anseio pela sobrevivência da alma, velado ainda pela incerteza.
Este Temor decresce, à proporção que a certeza aumenta e desaparece quando esta é completa.”
Finaliza Kardec, “Os espíritas não temem a morte por não terem dúvidas sobre o futuro, encaram sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não pela porta do nada. ”
Por Sérgio Ribeiro

Visão Espírita sobre o Aborto


1 - Viver é o primeiro de todos os direitos
naturais do homem.
Ninguém tem o direito de atentar contra a
vida do seu semelhante, nem de fazer o que
quer que possa comprometer-lhe a
existência. 
2 - A matéria é o instrumento de que o
espírito se serve e sobre o qual, ao mesmo
tempo, exerce a sua ação. 
O espírito encarna para cumprir desígnios
divinos e, ao mesmo tempo, vai-se
desenvolvendo intelectual e moralmente,
através das provas e expiações que a vida
terrena lhe enseja. 
Pela reencarnação, a justiça divina concede ao
espírito realizar, em novas existências, aquilo
que não pôde fazer ou concluir nas
existências anteriores. 
3 - A ligação do espírito à matéria com que irá
formar seu corpo físico se dá desde a
concepção (e) e é feita através do perispírito,
o seu corpo espiritual, fluídico.
 
4 - É crime a provocação do aborto, em
qualquer período da gestação, porque
impede uma alma de passar pelas provas a
que serviria de instrumento o corpo que se
estava formando. Quem induz ou obriga ao
aborto ou o executa é igualmente
responsável espiritualmente . 
5 - O aborto só é aceitável quando o
nascimento da criança puser em perigo a vida
de sua mãe. 
6 - O aborto eugênico é um erro porque o
corpo, deficiente ou não, é sempre valioso
instrumento para a evolução do espírito. 
7 - O aborto não se justifica nem mesmo na
gestação ocasionada por estupro.
Espiritualmente , o reencarnante é filho de
Deus e não do estuprador, que apenas
contribuiu para a formação de seu corpo
físico. É inocente da ação agressora. Não deve
ser responsabilizado por ela e nem vir a
sofrer em conseqüência dela. Muito menos
perder seu direito à vida.
 Se, após nascida a criança, a mãe não puder
ou não quiser criá-la, poderá oferecê-la à
adoção. Muitos desejam perfilhar uma
criança.
8 - Além dos prejuízos físicos e psíquicos que
costuma trazer à gestante, o aborto delituoso
acarreta, ainda, conseqüências espirituais.
Ex: - O espírito que sofreu o abortamento
pode ficar imantado à gestante em clima de
mágoa e angústia ou desejando se vingar da
agressão que não o deixou viver.
Ficar lesada no perispírito, na região
correspondente ao centro reprodutor não
usado corretamente.
Perda da oportunidade de receber como filho
um espírito amigo e benévolo que viria ajudá-
la na encarnação, ou alguém a quem devia
ajuda e recomposição por erros anteriores.
9 - Quem já praticou aborto, ou foi por ele
responsável, e quer se recuperar ante as leis
divinas, não reincida mais nessa prática e
procure fazer o bem.
Ex: favorecer a vida de outras crianças, ajudar
outros a viverem.
"O amor (caridade) cobre a multidão dos
pecados" (I Pedro, 4:8)

A Obra de André Luís na visão dos Espíritos

OS PRIMEIROS TRÊS LIVROS
Francisco Cândido Xavier, não obstante as inúmeras responsabilidades familiares, profissionais, doutrinárias e caritativas, comparecia entre os anos de 1934 e 1952 ao Culto do Evangelho no Grupo Doméstico Arthur Joviano, na sede da Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo, realizado semanalmente pela família do Dr. Rômulo Joviano, sempre às terças-feiras.
Nessas ocasiões inesquecíveis, um verdadeiro tesouro de bênçãos espirituais vertia dos planos da espiritualidade maior através da mediunidade de Chico Xavier, não somente para confortar os presentes, mas, e principalmente, para legar à posteridade um testemunho inequívoco do próprio trabalho da psicografia que se materializava na Terra sob a forma dos livros que vinham surgindo para o esclarecimento de todos.
Durante aqueles 18 anos de convívio íntimo, o reduto do lar da família Joviano foi o pouso abençoado na face do mundo, onde os Espíritos Superiores, e notadamente Emmanuel e Neio Lúcio, vinham dar notícias da obra espiritual em andamento, opinando e deixando para nós a sua própria visão sobre os vários livros escritos naquela época.
Este valioso material, após a desencarnação de Chico Xavier, foi entregue por Wanda Amorim Joviano aos nossos cuidados para que pudéssemos publicá-lo, possibilitando à comunidade espírita cristã tomar ciência das luminosas assertivas de Emmanuel e Neio Lúcio acerca dos livros mediúnicos da lavra de Chico Xavier. Dentro deste escopo, muito relevante é a opinião dos dois mensageiros do Além sobre a obra que o Espírito André Luiz escrevia.
Assim é que vamos ter conhecimento de que em 31 de março de 1943 Emmanuel faz a primeira menção a um novo amigo (André Luiz), escrevendo que “ele viria trazer-nos pequena série de impressões da vida além-túmulo, vendo no empreendimento uma realização muito interessante e proveitosa”.
Sobre “Nosso Lar”, escreve Emmanuel, encarecendo “o valor da experiência que nos é trazida, e a excelência de semelhante serviço”, dizendo que “o autor pretendia oferecer todos os detalhes possíveis de sua permanência numa colônia de transição, apenas uma dentre as milhares de colônias dessa natureza, e tão diversas entre si, quanto aos pormenores de organização, quanto são as cidades que rodeiam a face da Terra”.
Neio Lúcio já alertava que “os melhores trabalhos são os que proporcionam os valores educativos para o espírito imortal que vai vencer a morte e transpor os séculos”. Escreveu o benfeitor que “as sugestões deste livro são imensas e valem como programas valiosos para todos os departamentos de atividades na Terra”.
Sem que nós sintamos, diante de sua leitura, nossa mente se desloca para as esferas mais altas.”
Ao término da psicografia de “Nosso Lar”, Emmanuel comparece em 8 de setembro daquele mesmo ano expressando sua satisfação, “desejando que André Luiz continue desfazendo certos enganos e colocando a responsabilidade do homem no lugar devido”. Reconhece que “não é fácil atender aos esforços dessa natureza no serviço de amor às construções espirituais.”
Em 8 de dezembro de 1943 é Neio Lúcio quem escreve satisfeito pelo início da grafia de “Os Mensageiros”, “pedindo a Jesus permita a André Luiz a edificação de mais um detalhe da construção espiritual já mentalizada pelos que nos orientam das esferas mais altas, uma vez que o trabalho educativo é muito grande nessas páginas iniciadas com ‘Nosso Lar’”. Elas preparam de modo mais eficiente, gravam noções mais reais dos esforços dos desencarnados.
O espírito de compreensão se fará mais produtivo, mais espontâneo, face a essas revelações curtas, mas singularmente expressivas!”
E continua Neio Lúcio:
“Sobre ‘Os Mensageiros’, as teses são as mais complexas, os assuntos mais palpitantes”.
É um mundo novo para a responsabilidade individual. Diz ainda que este esforço fora muito estudado pelos planos mais altos antes da organização que se alcançou. São observações de caráter universalista.
Para a educação espiritual do indivíduo encarnado, ‘Os Mensageiros’ apresenta ilações muito graves pela exatidão dos conceitos a que chegou André Luiz, aproveitando todas as possibilidades de simplificação ao seu alcance. Concluindo o benfeitor que vivemos uma época de grandes revelações interiores. “O livro é serviço valioso pelos detalhes técnicos que oferece, relativamente ao trabalho de intercâmbio e cooperação entre o plano espiritual e o plano da carne.”
Emmanuel, em 1o de novembro de 1944, escreve que “cada página de André Luiz tem de ser muito estudada para observarmos até que ponto podemos ser úteis nesses adiantamentos da verdade. Daí a necessidade de vagar e maturação de cada raciocínio. Há que obedecer outros que no mais além nos dirigem e que desejam com justiça saber o que estamos fazendo com os ensinamentos que nos dão. Estabelecer a média do que deve ser dito com as possibilidades gerais de todos aqueles aos quais o trabalho se destina é serviço que se efetua depois de muitos exames, sugestões, retoques do assunto e várias discussões. É um relatório quase da vida dos homens encarnados na esfera dos que se encontram fora dos círculos carnais e vice-versa, e as afirmações requerem muita medida. Somos trabalhadores entre maiores espirituais e crianças do entendimento. É indispensável atender a todos, sem ferir a nenhum.” E completa, antecipando a chegada de “Missionários da Luz”: “Estamos discutindo a melhor maneira de sua tese relativa à oração.”
Em 31 de janeiro de 1945, Emmanuel escreve que “Missionários da Luz” não está distante do término e completa: “Urge simplificar para não complicar e reduzir o alimento com proveito para que não haja distúrbios na assimilação.”
Mais adiante, em 11 de abril de 1945, escreve Emmanuel: “‘Missionários da Luz’ é trabalho novo que reputamos de muita importância para despertar consciências adormecidas. Urge arrebatar as concepções gerais ao campo menos digno do menor esforço. Impossível a preponderância de tais ilusões. É por isto que desejamos fazer soar o sino da realidade. Nem céu, nem mundos felizes imediatos, mas ‘nós mesmos’, com as nossas virtudes e defeitos, edificações e deficiências, bracejando nas águas da luta universal por nos fazermos dignos do Pai que nos deu a vida. Semelhante serviço é roteiro para as consciências mais avisadas, que estejam efetivamente interessadas em espiritualização.”
Em 18 de abril do mesmo ano, Chico Xavier termina a psicografia de “Missionários da Luz” e o Espírito Neio Lúcio, expressando a sua satisfação, escreve: “Essas páginas são toques de alarme espiritual, despertando corações e consciências”. Muitos amigos espirituais prestaram a ele o concurso de que podiam dispor, a fim de que o seu livro fosse terminado e entregue à circulação das ideias renovadoras. Com o tempo, observarão as vivas claridades que jorram dessa fonte. As narrativas de ‘Nosso Lar’ e os esclarecimentos de ‘Os Mensageiros’ constituem como que um curso de introdução ao entendimento das atividades do homem além do túmulo, que, em ‘Missionários da Luz’ foram destacadas com muito critério e observações legítimas.
“Vocês observarão que extraordinários caminhos se desenham para o pensamento, abrindo-lhe esferas novas de serviço salvador.”

Fonte: livros “Sementeira de Luz”, de Chico Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio, e “Deus Conosco”, também de Chico, pelo Espírito Emmanuel.
Por Sérgio Ribeiro