Enquanto se esperava o médium Palhares, o velho Azevedo Cruz, doutrinador das sessões, confiava o bigode longo, comentando mordaz:
— Não reparam a ausência do Guilhermino? Desde muito tempo, não comparece.
— Que terá acontecido? — indagou D. Amália, piscando os olhos.
— Não sabem? — tornou o orientador do grupo — o nosso amigo caiu fragorosamente. Não sai do pano verde, nem se afasta do mau caminho.
— Que diz? interrogou Dona Margarida, fisgando o interlocutor por cima dos óculos — o Guilhermino desviou-se tanto? será possível?
— Ora, ora — aventurou uma senhora na turma, sussurrando —, a esposa dele é uma infortunada. Guilhermino é bastante pervertido para entender o que sejam obrigações do lar.
Azevedo, olhar transbordante de malícia, acrescentou:
— Nunca me enganou o patife. Velho malandro, o Guilhermino! Simples lobo na pele de ovelha. Conheço-lhe as patranhas, desde o primeiro dia em que me buscou, pedindo socorro.
E a conduta do ausente foi ali examinada, minúcia por minúcia.
Chamavam-lhe irmão de quando em quando, classificando-o de velhaco, alguns instantes depois.
Quando a pequena assembléia apareceu desinteressada, alguém recordou que Palhares estava demorando. Bastou isso para que se concentrasse a atenção geral do retardatário.
Após verificar que ninguém se encontrava à escuta nas vizinhanças, a Senhora Fagundes começou:
— Nosso médium já não é mais o mesmo... Nunca chega à hora, nada recebe de útil nas sessões e vive sempre desapontado...
— Não sabe o que vem acontecendo? — perguntou uma companheira irrequieta — Palhares anda agora bebericando... Por três vezes, senti-lhe pronunciado cheiro de vinho. Como poderá ele, desse modo, receber mensagens elevadas? Quando o médium esquece a responsabilidade própria, tudo vai por água abaixo...
O doutrinador fixou um gesto de puritano e considerou:
— Enquanto permanece ele no bar, demoramos aqui, aguardando reuniões improdutivas.
Palhares, presentemente, é um fracasso. Estou cansado de orar e rogar inutilmente...
Decorridos alguns instantes, entra a vítima, identificando sorrisos acolhedores.
Modifica-se a conversação.
Ao passo que o companheiro relaciona os atropelos havidos no lar, comenta-se a laboriosa missão dos médiuns. A maledicência de minutos antes converte-se em observações de suposto entendimento fraternal.
Palhares chega a sentir-se reconfortado e feliz.
Reúne-se à assembléia, em derredor da mesa.
Azevedo ora longamente, rogando a presença de Enéias, o sábio mentor dos trabalhos espirituais.
Silêncio profundo.
Enéias, contudo, não aparece.
Encerrada a sessão, os companheiros fixam o médium, quase irritados, como se fora ele exclusivamente o responsável pela ausência de comunicações com o plano superior.
Azevedo não consegue sopitar os pensamentos íntimos e exclama:
— Não posso compreender. Há mais de oito meses, estamos como que abandonados. Ora-se com fervor, pedimos humildemente; entretanto, Enéias não responde aos nossos apelos.
Todos concordam desapontados.
Na semana seguinte, reúnem-se de novo.
Nessa noite, Palhares está a postos, na hora convencional, mas espera-se pelo velho Azevedo.
Dona Amália, depois de comentar as desilusões sofridas com os vizinhos, afirmando-se perseguida de Espíritos das trevas, começa a tagarelice venenosa da noite. Baixando o tom de voz, sussurrou:
— Disseram-me no bairro que “seu” Azevedo não está procedendo como quem reconhece os deveres próprios. Meu primo afirmou que estamos redondamente enganados, que o nosso doutrinador perdeu o juízo, logo após a viuvez. Notificou-me, confidencialmente, tê-lo encontrado, por mais de uma vez, em situação equívoca, desfazendo talvez a felicidade de um lar honesto.
Palhares inclinou-se, esboçou um sorriso brejeiro e acentuou:
— Não costumo comentar os defeitos dos outros e, mormente, em se tratando dum irmão na fé; sempre estimei o silêncio da verdadeira caridade, mas, aqui para nós, a situação é de fato alarmante. Há no episódio muita coisa a lamentar. Inspira pena o companheiro infeliz.
E como o velho Arantes provocasse uma informação sólida, para conhecer a procedência da acusação, o médium deu de ombros e respondeu:
— Pelo menos é o que me disse um colega da repartição.
— Absurdo! — bradou o Sr. Siqueira, exasperado — onde chegaremos com semelhantes disparates? Azevedo não passa de miserável hipócrita.
Continuavam a operar as línguas venenosas, quando o companheiro penetrou o recinto.
Efusivas e calorosas saudações.
Nem parecia que se comentava tão escabroso assunto.
Durante meses a fio, a situação do grupo mantinha-se inalterada.
Acusavam-se as outras escolas religiosas, apontavam-se os infelizes que a provação atirava ao escárnio público, discutia-se a posição de lares alheios. E, quando faltavam indivíduos para o pasto da maledicência, maldiziam as instituições da época, criticavam os homens de responsabilidades do tempo, duvidavam de todos, espalhando-se leviandades e estabelecendo contradições.
Antes das preces de abertura, era necessário retirar os cinzeiros pletóricos, abrindo-se janelas para melhorar as condições do ambiente.
Decorrido mais de um ano, que se caracterizara pela excessiva conversação dos encarnados, com absoluto silêncio da esfera invisível, Azevedo se revelou, certa noite, mais preocupado e mais emotivo.
Estabelecido o círculo de companheiros, o velho doutrinador começou a orar, sentidamente, entre lágrimas.
Salientava o tempo de doloroso mutismo dos mentores espirituais, rogava esclarecimentos, pedia socorro, implorando auxílio dos protetores benevolentes. Lamentando a ausência de Enéias, o generoso orientador invisível que tantas vezes se manifestara noutros tempos, o chefe do grupo terminava a súplica:
— Oh! bem-amados amigos da esfera superior, não nos abandoneis... Se estamos em caminho errado, esclarecei-nos! por que permaneceis distantes há tanto tempo?! Por quem sois, atendei-nos! Ouvi as nossas rogativas, reaproximai-vos de nós, por amor de Deus!...
A essa altura, o pranto embargou-lhe a voz.
A pequena assembléia chorava também, igualmente comovida.
Quando a meditação séria empolgou a maioria dos corações, incorporou-se Enéias, valendose de Palhares, e exclamou para todos, pronunciando cada expressão em tom enérgico e amigo:
— Hoje, não iniciamos a palavra espiritual, rogando ao Senhor vos conceda paz e, sim, pedindo-vos, com interesse, guardeis a paz que o Senhor já nos concedeu. Vossa prece comoveu-nos a alma; entretanto, estais equivocados. Nunca estivemos ausentes do trabalho nobre. Aqui nos conservamos invariavelmente no cumprimento do dever, que é fonte de alegrias. Há mais de um ano, porém, utilizais todo o tempo no comentário venenoso e cruel.
Quando não criticais as nações, as coletividades, os lares e as reputações alheias, costumai ferir-vos uns aos outros. Como vedes, meus irmãos, estamos a esperar por vós, que tanto vos distanciastes da obrigação justa. Recordai que é necessário empregar o verbo, no sentido da criação superior. Falai, construindo com a vossa palavra algo de útil para a vida eterna. Não temos, por enquanto, outra mensagem. Quando terminardes as sessões de maledicência, estaremos prontos a iniciar convosco a sessão de Espiritismo construtivo e de Evangelho redentor.
Daí a momentos, a reunião estava finda e, naquela noite, todos se retiraram do recinto, em silêncio.
Irmão X. Do livro: Pontos e Contos: Francisco Cândido Xavier
sábado, 3 de setembro de 2016
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Por que uma pessoa é assassinada?
"Perdi meu único filho em outubro do ano passado e jamais me conformei com sua morte. Ele era bom, honesto, um verdadeiro homem de bem, mas foi cruelmente assassinado por engano. Tudo já ficou provado. Quem deveria morrer era outra pessoa, mas por engano levaram meu filho. Por que uma coisa hedionda dessas é permitida por Deus? Estou descrente. (P. Freitas - RS)
É perfeitamente compreensível a sua descrença na Vida e em Deus. O que lhe aconteceu foi um golpe muito duro e praticamente todas as pessoas passariam a questionar a Justiça Divina e entrar na revolta, assim como você está agora. É muito fácil falar em compreensão, perdão e amor, quando estamos longe de situações dramáticas que desafiam nossa fé. Só experimentando é que vamos saber.
O fato de você ter me escrito, contudo, mostra que deseja voltar a acreditar em Deus e recuperar sua fé. Para isso você quer respostas.
Eu não sei dizer exatamente porque seu filho foi assassinado. O que posso afirmar com toda certeza é que as leis de Deus são sábias, justas, eternas e imutáveis. É por meio dessas leis que o Criador mantém a harmonia do universo, onde nada acontece por acaso ou de forma injusta. Para as leis da Vida tudo sempre está certo como está.
Você tem todo direito de duvidar, se revoltar e até deixar de acreditar em Deus, mas isso não mudará nada, não vai impedir que as leis continuem agindo, nem vai poder modificar a Vida que é mais forte e vence sempre, independente de suas crenças, de suas vontades e até da sua revolta e dor de mãe.
Os espíritos superiores nos ensinam que, em todo assassinato, há uma sintonia entre o criminoso e sua vítima. Como assim?
Essa sintonia pode, muitas vezes, estar em problemas mal resolvidos de vidas passadas, onde um não perdoou e o outro prosseguiu se culpando pelo que fez.
Você diz que seu filho era um homem de bem, o que eu não duvido, mas como era o seu mundo íntimo? Como ele enxergava a vida? Como lidava com seus problemas e frustrações? Será que ele não sofria de violência íntima?
A violência íntima acontece quando a pessoa teme o mal, se culpa pelo que fez ou pelo que deixou de fazer, quando não sabe dizer não na hora exata, quando se sacrifica demais pelas pessoas esquecendo de si mesmo ou quando carrega forte angústia emocional que não sabe de onde vem, mas que é fruto de uma culpa guardada no inconsciente, cujo fato não conseguiu superar nem se perdoar.
Uma pessoa que age assim entra em sintonia com aqueles que, no mundo, praticam a violência e se torna um ímã que atrai os violentos e a violência, que pode acontecer a qualquer momento.
Há casos em que as pessoas se entregam a um tipo de vida desregrada, envolve-se com pessoas de má índole, provoca confusão, é agressiva, desrespeitosa e invasiva. Isso também poderá atrair uma violência corretiva.
Mas quando a pessoa é do bem e ainda assim é assassinada, é preciso averiguar as causas que estão por trás, em acontecimentos de outras vidas e na personalidade íntima da pessoa.
É claro que quem mata, mesmo sendo atraído pela vítima, irá responder pelo que fez e criará uma dívida enorme com as leis divinas, dívida esta que terá que pagar mais cedo ou mais tarde pelo sofrimento, afim de aprender o sagrado direito de viver que cada um possui.
Depois, o espírito de uma pessoa assassinada sempre tem uma enorme lição a aprender. Se aceitar com mais passividade o que lhe aconteceu, poderá ser socorrido pelos amigos espirituais e levado para uma colônia de recuperação, onde aprenderá porque atraiu esse fato e mudará sua concepção de vida. Porém se não aceitar e se rebelar, poderá ir para o umbral ou voltar para a Terra em busca de justiça, colando-se a seu assassino, fazendo com que ele tenha sérios problemas.
Pense em seu filho e, em vez de perder a fé, comece a orar por ele. Você pode não saber porque Deus permitiu isso, mas pode entender que Deus é mais poderoso que qualquer assassino e se Ele não impediu o crime, foi porque era assim que precisava acontecer.
Qualquer um pode pegar uma arma e sair dizendo que vai matar, mas se Deus não permitir, se não estiver na Lei que essa pessoa morra pela violência, o assassino não conseguirá fazer nada. Temos muitos exemplos disso.
Acredite que Deus só faz o melhor e ore pelo seu filho para que, esteja onde estiver, possa encontrar entendimento e paz.
A revolta e a descrença só pioram as coisas.
Deus está no leme de tudo e nada acontece sem sua permissão. Entender isso é entrar a paz, recuperar a alegria de viver e ajudar àqueles que foram vítimas da violência.
Pense nisso com carinho.
É perfeitamente compreensível a sua descrença na Vida e em Deus. O que lhe aconteceu foi um golpe muito duro e praticamente todas as pessoas passariam a questionar a Justiça Divina e entrar na revolta, assim como você está agora. É muito fácil falar em compreensão, perdão e amor, quando estamos longe de situações dramáticas que desafiam nossa fé. Só experimentando é que vamos saber.
O fato de você ter me escrito, contudo, mostra que deseja voltar a acreditar em Deus e recuperar sua fé. Para isso você quer respostas.
Eu não sei dizer exatamente porque seu filho foi assassinado. O que posso afirmar com toda certeza é que as leis de Deus são sábias, justas, eternas e imutáveis. É por meio dessas leis que o Criador mantém a harmonia do universo, onde nada acontece por acaso ou de forma injusta. Para as leis da Vida tudo sempre está certo como está.
Você tem todo direito de duvidar, se revoltar e até deixar de acreditar em Deus, mas isso não mudará nada, não vai impedir que as leis continuem agindo, nem vai poder modificar a Vida que é mais forte e vence sempre, independente de suas crenças, de suas vontades e até da sua revolta e dor de mãe.
Os espíritos superiores nos ensinam que, em todo assassinato, há uma sintonia entre o criminoso e sua vítima. Como assim?
Essa sintonia pode, muitas vezes, estar em problemas mal resolvidos de vidas passadas, onde um não perdoou e o outro prosseguiu se culpando pelo que fez.
Você diz que seu filho era um homem de bem, o que eu não duvido, mas como era o seu mundo íntimo? Como ele enxergava a vida? Como lidava com seus problemas e frustrações? Será que ele não sofria de violência íntima?
A violência íntima acontece quando a pessoa teme o mal, se culpa pelo que fez ou pelo que deixou de fazer, quando não sabe dizer não na hora exata, quando se sacrifica demais pelas pessoas esquecendo de si mesmo ou quando carrega forte angústia emocional que não sabe de onde vem, mas que é fruto de uma culpa guardada no inconsciente, cujo fato não conseguiu superar nem se perdoar.
Uma pessoa que age assim entra em sintonia com aqueles que, no mundo, praticam a violência e se torna um ímã que atrai os violentos e a violência, que pode acontecer a qualquer momento.
Há casos em que as pessoas se entregam a um tipo de vida desregrada, envolve-se com pessoas de má índole, provoca confusão, é agressiva, desrespeitosa e invasiva. Isso também poderá atrair uma violência corretiva.
Mas quando a pessoa é do bem e ainda assim é assassinada, é preciso averiguar as causas que estão por trás, em acontecimentos de outras vidas e na personalidade íntima da pessoa.
É claro que quem mata, mesmo sendo atraído pela vítima, irá responder pelo que fez e criará uma dívida enorme com as leis divinas, dívida esta que terá que pagar mais cedo ou mais tarde pelo sofrimento, afim de aprender o sagrado direito de viver que cada um possui.
Depois, o espírito de uma pessoa assassinada sempre tem uma enorme lição a aprender. Se aceitar com mais passividade o que lhe aconteceu, poderá ser socorrido pelos amigos espirituais e levado para uma colônia de recuperação, onde aprenderá porque atraiu esse fato e mudará sua concepção de vida. Porém se não aceitar e se rebelar, poderá ir para o umbral ou voltar para a Terra em busca de justiça, colando-se a seu assassino, fazendo com que ele tenha sérios problemas.
Pense em seu filho e, em vez de perder a fé, comece a orar por ele. Você pode não saber porque Deus permitiu isso, mas pode entender que Deus é mais poderoso que qualquer assassino e se Ele não impediu o crime, foi porque era assim que precisava acontecer.
Qualquer um pode pegar uma arma e sair dizendo que vai matar, mas se Deus não permitir, se não estiver na Lei que essa pessoa morra pela violência, o assassino não conseguirá fazer nada. Temos muitos exemplos disso.
Acredite que Deus só faz o melhor e ore pelo seu filho para que, esteja onde estiver, possa encontrar entendimento e paz.
A revolta e a descrença só pioram as coisas.
Deus está no leme de tudo e nada acontece sem sua permissão. Entender isso é entrar a paz, recuperar a alegria de viver e ajudar àqueles que foram vítimas da violência.
Pense nisso com carinho.
Mauricio de Castro-escritor mediúnico
Efeito Borboleta
–… Acaso sou eu responsável por meu irmão?
Essa a resposta de Caim a Jeová, que o questionou sobre seu irmão Abel (Gênesis, 4:9). Disfarçava a própria culpa, porquanto o havia assassinado, cometendo o primeiro fratricídio da História.
Imagino que, diariamente, Deus, o Pai, de infinito amor e misericórdia revelado por Jesus, nos faz a mesma pergunta, na intimidade da consciência, a respeito de todos aqueles que cruzam nosso caminho. Certamente, não teremos, como Caim, cometido um fratricídio, mas dificilmente alguém deixará de ser enquadrado num "fraternicídio". É o assassinato da fraternidade, quando, ante as carências de nossos irmãos em Humanidade, nossa indiferença reproduz o questionamento negativo de Caim.
Ocorre, amigo leitor, que somos, sim, responsáveis por nossos irmãos, considerando a Lei de Solidariedade que rege a vida universal, e será inteligente de nossa parte assumir nossos compromissos perante o próximo, considerando o efeito borboleta.
Trata-se de uma teoria desenvolvida por Eduard Norton Lorenz, cientista americano, nos anos setenta, século passado, para explicar a dificuldade de uma previsão meteorológica a longo prazo, em face da insuficiência dos meios de observação, para detectar fenômenos isolados que podem produzir grandes efeitos atmosféricos. É como se o bater de asas de uma borboleta num hemisfério produzisse um furacão em outro.
Aplicando o efeito borboleta à vida social, consideremos a criança que nasce em miserável favela, pai desconhecido, mãe alcoólatra. Cresce sem orientação moral, sem estudo, sem assistência espiritual. Aos sete anos é um menino de rua, pedindo esmola. Aos dez torna-se um laranja, termo usado pelos traficantes para crianças que usam para a entrega de drogas. Aos doze aprende a usar armas de fogo. Aos quinze já matou várias pessoas, em assaltos. Aos dezoito mata um chefe de traficantes e assume seu lugar.
É a culminância de cruel efeito borboleta que começou no vagido desalentado de uma criança negligenciada e terminou com um inimigo da sociedade.
Ah! Se esse pequeno houvesse recebido amparo, orientação, encaminhamento! Ah! Se aquele homem soubesse que o menino mirradinho que bateu à sua porta, pedindo comida, era a borboleta que poderia gerar o furacão devastador, a levar sua tranquilidade, sua segurança, seus bens, e, talvez, sua vida ou de um familiar, certamente não se omitiria e faria todo o possível para movimentar-se e mobilizar a sociedade em favor das crianças carentes.
Há o outro lado. Se fosse concedida àquela criança a oportunidade de uma vida decente, digna, com encaminhamento adequado aos recursos comunitários, em favor de seu crescimento moral e espiritual, seria bem diferente. Poderia converter-se em alguém de proeminência social, a contribuir em favor do progresso e do bem-estar da sociedade. Dependendo de como é tratado, o efeito borboleta pode produzir terra arrasada ou campos verdejantes.
Um exemplo interessante diz respeito ao garoto que quase morreu afogado na piscina de sua rica residência. Foi salvo pelo filho do jardineiro. O dono da casa quis recompensá-lo. O serviçal respondeu que não se preocupasse. O filho apenas cumprira seu dever. Todavia, ante a insistência do patrão, informou que o sonho do menino, desde criança, era ser médico. Imediatamente foram tomadas as devidas providências e ele se formou médico.
Seu nome Alexandre Fleming, o descobridor da penicilina.
Foi a culminância de um maravilhoso efeito borboleta, que começou com um menino salvo do afogamento e terminou com a invenção dos antibióticos, que salvam milhões de vidas.
Lembra a parábola de Jesus (Mateus, 13:31-32):
O Reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce é maior do que as hortaliças e se transforma em árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham em seus ramos.
Richard Simonetti- escritor espírita
Essa a resposta de Caim a Jeová, que o questionou sobre seu irmão Abel (Gênesis, 4:9). Disfarçava a própria culpa, porquanto o havia assassinado, cometendo o primeiro fratricídio da História.
Imagino que, diariamente, Deus, o Pai, de infinito amor e misericórdia revelado por Jesus, nos faz a mesma pergunta, na intimidade da consciência, a respeito de todos aqueles que cruzam nosso caminho. Certamente, não teremos, como Caim, cometido um fratricídio, mas dificilmente alguém deixará de ser enquadrado num "fraternicídio". É o assassinato da fraternidade, quando, ante as carências de nossos irmãos em Humanidade, nossa indiferença reproduz o questionamento negativo de Caim.
Ocorre, amigo leitor, que somos, sim, responsáveis por nossos irmãos, considerando a Lei de Solidariedade que rege a vida universal, e será inteligente de nossa parte assumir nossos compromissos perante o próximo, considerando o efeito borboleta.
Trata-se de uma teoria desenvolvida por Eduard Norton Lorenz, cientista americano, nos anos setenta, século passado, para explicar a dificuldade de uma previsão meteorológica a longo prazo, em face da insuficiência dos meios de observação, para detectar fenômenos isolados que podem produzir grandes efeitos atmosféricos. É como se o bater de asas de uma borboleta num hemisfério produzisse um furacão em outro.
Aplicando o efeito borboleta à vida social, consideremos a criança que nasce em miserável favela, pai desconhecido, mãe alcoólatra. Cresce sem orientação moral, sem estudo, sem assistência espiritual. Aos sete anos é um menino de rua, pedindo esmola. Aos dez torna-se um laranja, termo usado pelos traficantes para crianças que usam para a entrega de drogas. Aos doze aprende a usar armas de fogo. Aos quinze já matou várias pessoas, em assaltos. Aos dezoito mata um chefe de traficantes e assume seu lugar.
É a culminância de cruel efeito borboleta que começou no vagido desalentado de uma criança negligenciada e terminou com um inimigo da sociedade.
Ah! Se esse pequeno houvesse recebido amparo, orientação, encaminhamento! Ah! Se aquele homem soubesse que o menino mirradinho que bateu à sua porta, pedindo comida, era a borboleta que poderia gerar o furacão devastador, a levar sua tranquilidade, sua segurança, seus bens, e, talvez, sua vida ou de um familiar, certamente não se omitiria e faria todo o possível para movimentar-se e mobilizar a sociedade em favor das crianças carentes.
Há o outro lado. Se fosse concedida àquela criança a oportunidade de uma vida decente, digna, com encaminhamento adequado aos recursos comunitários, em favor de seu crescimento moral e espiritual, seria bem diferente. Poderia converter-se em alguém de proeminência social, a contribuir em favor do progresso e do bem-estar da sociedade. Dependendo de como é tratado, o efeito borboleta pode produzir terra arrasada ou campos verdejantes.
Um exemplo interessante diz respeito ao garoto que quase morreu afogado na piscina de sua rica residência. Foi salvo pelo filho do jardineiro. O dono da casa quis recompensá-lo. O serviçal respondeu que não se preocupasse. O filho apenas cumprira seu dever. Todavia, ante a insistência do patrão, informou que o sonho do menino, desde criança, era ser médico. Imediatamente foram tomadas as devidas providências e ele se formou médico.
Seu nome Alexandre Fleming, o descobridor da penicilina.
Foi a culminância de um maravilhoso efeito borboleta, que começou com um menino salvo do afogamento e terminou com a invenção dos antibióticos, que salvam milhões de vidas.
Lembra a parábola de Jesus (Mateus, 13:31-32):
O Reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce é maior do que as hortaliças e se transforma em árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham em seus ramos.
Richard Simonetti- escritor espírita
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Tempo
Há muitas pessoas presas num círculo vicioso e ilusório chamado TEMPO. Quando não estão mergulhadas no passado, cheias de angústias e saudades, estão ansiosas, vivendo no futuro, querendo a todo custo antecipar as coisas, acreditando que só nele será feliz.
O resultado disso é a depressão, o tédio, o desânimo e a falta de alegria de viver.
A pessoa fica ausente o tempo inteiro, vivendo fora da realidade em tempos que já passaram ou que nunca chegarão.
Ninguém pode ser feliz no passado ou no futuro, simplesmente porque eles não existem. Só existe o AGORA, o momento PRESENTE. É só nele que você pode ser feliz aproveitando tudo que a vida lhe está oferecendo, acalmando os pensamentos, pondo os pés no chão, vivendo como pode ser e aceitando o que não se pode mudar.
Enquanto você se apega ao passado ou sonha com o futuro deixa de VIVER. Simplesmente vê a vida passar, como um espectador tristonho e passivo.
Pare com isso! Assuma sua vida! Aprenda a valorizar as vantagens do hoje, sem medo do amanhã, entendendo que tudo que é seu está guardado e virá sempre no tempo certo.
Não sofra mais de depressão pelo passado, nem de ansiedade pelo futuro. Não tenha medo de nada. Confie plenamente em Deus e seja feliz agora, não importa como sua vida esteja.
Mauricio de Castro Escritor e médium
O resultado disso é a depressão, o tédio, o desânimo e a falta de alegria de viver.
A pessoa fica ausente o tempo inteiro, vivendo fora da realidade em tempos que já passaram ou que nunca chegarão.
Ninguém pode ser feliz no passado ou no futuro, simplesmente porque eles não existem. Só existe o AGORA, o momento PRESENTE. É só nele que você pode ser feliz aproveitando tudo que a vida lhe está oferecendo, acalmando os pensamentos, pondo os pés no chão, vivendo como pode ser e aceitando o que não se pode mudar.
Enquanto você se apega ao passado ou sonha com o futuro deixa de VIVER. Simplesmente vê a vida passar, como um espectador tristonho e passivo.
Pare com isso! Assuma sua vida! Aprenda a valorizar as vantagens do hoje, sem medo do amanhã, entendendo que tudo que é seu está guardado e virá sempre no tempo certo.
Não sofra mais de depressão pelo passado, nem de ansiedade pelo futuro. Não tenha medo de nada. Confie plenamente em Deus e seja feliz agora, não importa como sua vida esteja.
Mauricio de Castro Escritor e médium
Melhor dia
Comece o dia dizendo "este será o melhor dia da minha vida, muito obrigado!". Não importa se você está infeliz, não importa se você está sozinha, doente ou sem dinheiro. Continue afirmando que este será o melhor dia de sua vida e ao final agradeça. Nos primeiros dias você não perceberá nenhuma diferença, mas se persistir fazendo esse exercício, verá, aos poucos, toda sua vida se transformar. A gratidão é o meio mais poderoso de obter sucesso, amor, paz, saúde, felicidade e tudo mais que você desejar. A gratidão tem mais poder do que pedir, mentalizar ou repetir afirmações e pensamentos positivos. Quando você agradece você está afirmando para sua alma que tudo está bem, que tudo está ótimo, e então o universo trará isso para você. Agradeça também pelas coisas que você não tem, mas que quer ter. Afirme: Obrigado, muito obrigado por... e então diga o que você quer como se já estivesse acontecido. Isso parece até mágica. Em pouco tempo aquilo que você deseja vai surgir em sua vida. Já imaginou, então, o que acontece quando você se queixa? A gratidão tem o poder de construir, mas a queixa tem o poder de levar você para o fundo do poço. Pense nisso e use a gratidão para todos os problemas de sua vida e espere. Vá agradecendo mesmo que passem algumas semanas sem você ver nenhum sinal de mudança. A prática da gratidão geralmente não leva 20 dias para você ver os resultados. Teste, faça a experiência e poderá comprovar por si mesma.
Uma excelente semana para todos!
Por Maurício de Castro-escritor e médium
Uma excelente semana para todos!
Por Maurício de Castro-escritor e médium
Reconciliação
Há uma interessante passagem evangélica na qual Jesus recomenda que o homem se reconcilie o mais depressa possível com seu adversário.
A reconciliação deve se processar enquanto ambos estão a caminho, para que um não entregue o outro ao juiz.
Porque o juiz poderá entregar o culpado ao ministro da justiça, que o colocará na prisão.
Se isso ocorrer, as celas não se abrirão enquanto não for pago o último ceitil.
Trata-se de imagens fortes, que chamam a atenção para a importância da convivência equilibrada.
A vida na Terra é uma fecunda e importante escola.
Espíritos de personalidades e valores diversos são colocados lado a lado.
O resultado deve ser o aprendizado e o crescimento de todos os envolvidos.
A convivência nem sempre é fácil.
Na vida social, costumam surgir desacertos.
As ideias e os objetivos costumam ser diferentes, mesmo entre pessoas de boa vontade.
Comumente se afirma que a convivência entre certos indivíduos é difícil por serem inimigos espirituais.
Nessa linha, teriam um passado de erros em comum a justificar a animosidade presente.
Essa hipótese por vezes é verdadeira.
Entretanto, em geral, os desentendimentos de hoje decorrem mais de imperfeições e vícios do que de real inimizade pretérita.
Vaidade, orgulho e egoísmo respondem pela ampla maioria das querelas do mundo.
Não importa o passado, seres generosos e humildes sempre encontram um modo de conviver de forma respeitosa e pacífica.
O problema não reside no ontem, mas no hoje que pode se desdobrar no amanhã.
Importa adotar comportamento digno e fraterno, para seguir livre.
A lei divina é perfeita e cuida de todos.
Ela jamais é burlada, mesmo no mais ínfimo ceitil.
Mas é programada para o progresso e a felicidade dos seres, não para punir e infelicitar.
Daí vem a magna importância da exortação de Jesus.
Seres imperfeitos erram e se atritam.
Dos embates e dos pontos de vista divergentes, o progresso pode surgir.
Contudo, limites se fazem necessários nesse processo de divergência.
A vida precisa ser levada de modo que o coração não se replete de mágoas.
Está-se em uma escola, não em uma batalha campal.
Os outros são irmãos, companheiros de jornada, embora por vezes pensem e ajam de modo diverso.
Acima de qualquer coisa, é preciso manter-se digno e fraterno.
Quando o semelhante erra, perdoá-lo de coração, sem impor condições humilhantes.
Quando se erra, arrepender-se, pedir desculpas, reparar e seguir adiante.
Só não convém esperar a incidência da Lei, por entre mágoas e vaidades.
Porque é aí que surgem as grandes dores, destinadas a dulcificar o coração que se fez orgulhoso e ressentido.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita
A reconciliação deve se processar enquanto ambos estão a caminho, para que um não entregue o outro ao juiz.
Porque o juiz poderá entregar o culpado ao ministro da justiça, que o colocará na prisão.
Se isso ocorrer, as celas não se abrirão enquanto não for pago o último ceitil.
Trata-se de imagens fortes, que chamam a atenção para a importância da convivência equilibrada.
A vida na Terra é uma fecunda e importante escola.
Espíritos de personalidades e valores diversos são colocados lado a lado.
O resultado deve ser o aprendizado e o crescimento de todos os envolvidos.
A convivência nem sempre é fácil.
Na vida social, costumam surgir desacertos.
As ideias e os objetivos costumam ser diferentes, mesmo entre pessoas de boa vontade.
Comumente se afirma que a convivência entre certos indivíduos é difícil por serem inimigos espirituais.
Nessa linha, teriam um passado de erros em comum a justificar a animosidade presente.
Essa hipótese por vezes é verdadeira.
Entretanto, em geral, os desentendimentos de hoje decorrem mais de imperfeições e vícios do que de real inimizade pretérita.
Vaidade, orgulho e egoísmo respondem pela ampla maioria das querelas do mundo.
Não importa o passado, seres generosos e humildes sempre encontram um modo de conviver de forma respeitosa e pacífica.
O problema não reside no ontem, mas no hoje que pode se desdobrar no amanhã.
Importa adotar comportamento digno e fraterno, para seguir livre.
A lei divina é perfeita e cuida de todos.
Ela jamais é burlada, mesmo no mais ínfimo ceitil.
Mas é programada para o progresso e a felicidade dos seres, não para punir e infelicitar.
Daí vem a magna importância da exortação de Jesus.
Seres imperfeitos erram e se atritam.
Dos embates e dos pontos de vista divergentes, o progresso pode surgir.
Contudo, limites se fazem necessários nesse processo de divergência.
A vida precisa ser levada de modo que o coração não se replete de mágoas.
Está-se em uma escola, não em uma batalha campal.
Os outros são irmãos, companheiros de jornada, embora por vezes pensem e ajam de modo diverso.
Acima de qualquer coisa, é preciso manter-se digno e fraterno.
Quando o semelhante erra, perdoá-lo de coração, sem impor condições humilhantes.
Quando se erra, arrepender-se, pedir desculpas, reparar e seguir adiante.
Só não convém esperar a incidência da Lei, por entre mágoas e vaidades.
Porque é aí que surgem as grandes dores, destinadas a dulcificar o coração que se fez orgulhoso e ressentido.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita
Páginas de Saudades e Ternuras
Minha querida filha:
Deus abençoe a vocês todos, concedendo-lhes muita saúde, alegria e paz.
Suas preces e pensamentos me buscam, na vida espiritual, como vivos apelos do coração.
Nossas lágrimas de saudade se confundem.
Morrer, minha filha, não é descansar, porque o amor, principalmente das mães, é sempre uma aflição permanente do espírito.
Ainda não pude habituar-me á idéia de que nos separamos, no mundo, apesar de sentir-me amparada, incessantemente, por minha mãe e pelo carinho de seu pai.
Quando você se encontra a sós, pensando... pensando... muitas vezes, sou atraída por suas meditações, e, em sua companhia, revejo nossos dias escuros e difíceis em minha viuvez iniciante. Uma ansiedade dolorosa me constrange o coração, nesses encontros...
É que desejava fazer-me visível aos seus olhos e acariciar seus cabelos, como em outro tempo. Em vão, procuro dizer a você, que estou viva, que a morte é ilusão. Inutilmente busco um meio de arrancá-la das reflexões tristes, arrebatando-a das sombras intimas, para restituir seu espírito à alegria; mas sou forçada a receber suas perguntas doloridas e esperar...
Filha do meu coração, rogo-lhe se reanime.
Não estamos separadas para sempre.
O túmulo é apenas uma porta que se abre no caminho da vida, da vida que continua sempre vitoriosa.
Quando você puder, interesse-se pelos estudos da alma eterna.
Guarde a sua fé em Deus, como lâmpada acesa para todos os caminhos do mundo.
Tudo na terra é passageiro.
Ainda ontem estávamos juntas, conversando, unidas, quanto aos nossos problemas; e, hoje, tão perto pelo coração, mas tão longe pelos olhos da carne, uma da outra, somos obrigadas a colocar a saudade e a recordação no lugar da presença e da comunhão mais intima, em nossa alma.
Tenha paciência, minha filha, e nunca perca a serenidade.
Estarei com você, em todos os seus passos.
Abraçados às suas orações e às lembranças carinhosas, que me fortalecem para a jornada nova, e rogando a você muita tranqüilidade e confiança em deus, sou a mamãe muito amiga, que vive constantemente com você pelo coração.
Pelo Espírito Noemia - Do livro:Relicário de Luz: Francisco Cândido Xavier
Deus abençoe a vocês todos, concedendo-lhes muita saúde, alegria e paz.
Suas preces e pensamentos me buscam, na vida espiritual, como vivos apelos do coração.
Nossas lágrimas de saudade se confundem.
Morrer, minha filha, não é descansar, porque o amor, principalmente das mães, é sempre uma aflição permanente do espírito.
Ainda não pude habituar-me á idéia de que nos separamos, no mundo, apesar de sentir-me amparada, incessantemente, por minha mãe e pelo carinho de seu pai.
Quando você se encontra a sós, pensando... pensando... muitas vezes, sou atraída por suas meditações, e, em sua companhia, revejo nossos dias escuros e difíceis em minha viuvez iniciante. Uma ansiedade dolorosa me constrange o coração, nesses encontros...
É que desejava fazer-me visível aos seus olhos e acariciar seus cabelos, como em outro tempo. Em vão, procuro dizer a você, que estou viva, que a morte é ilusão. Inutilmente busco um meio de arrancá-la das reflexões tristes, arrebatando-a das sombras intimas, para restituir seu espírito à alegria; mas sou forçada a receber suas perguntas doloridas e esperar...
Filha do meu coração, rogo-lhe se reanime.
Não estamos separadas para sempre.
O túmulo é apenas uma porta que se abre no caminho da vida, da vida que continua sempre vitoriosa.
Quando você puder, interesse-se pelos estudos da alma eterna.
Guarde a sua fé em Deus, como lâmpada acesa para todos os caminhos do mundo.
Tudo na terra é passageiro.
Ainda ontem estávamos juntas, conversando, unidas, quanto aos nossos problemas; e, hoje, tão perto pelo coração, mas tão longe pelos olhos da carne, uma da outra, somos obrigadas a colocar a saudade e a recordação no lugar da presença e da comunhão mais intima, em nossa alma.
Tenha paciência, minha filha, e nunca perca a serenidade.
Estarei com você, em todos os seus passos.
Abraçados às suas orações e às lembranças carinhosas, que me fortalecem para a jornada nova, e rogando a você muita tranqüilidade e confiança em deus, sou a mamãe muito amiga, que vive constantemente com você pelo coração.
Pelo Espírito Noemia - Do livro:Relicário de Luz: Francisco Cândido Xavier
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